Fotos do Passeio Pedestre em Mindelo (ROM) - Vila do Conde
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Vista, ao fundo do Mosteiro de Santa Clara,
Vista da esq. para a dir.: Capela do Socorro, Museu da Alfândega (edif. amarelo)
Reserva Ornitológica de Mindelo - área mais interior,O percurso tem início no lugar de Vogada, em Moledo. Seguimos a Rua do Prado e pouco depois começamos a subir o monte do Castro (suposta existência de um castro na zona, de que nunca se descobriram vestígios), também conhecido pelos locais com outros dois nomes: monte do Facho (porque outrora se acendiam aqui enormes fogueiras de sinalização) e Sino dos Mouros (este nome possui por sua vez, duas origens: uma delas remete a uma lenda que diz que batendo numa destas rochas [não se sabe qual] soa como um sino, e assim as povoações eram avisadas da aproximação de piratas; a outra origem do nome é que no penedo existem dois sinos — um de ouro e outro de peste, e se alguém rachar o penedo, e encontrar o sino de ouro ficará rico, mas se lhe surgir o de peste, ficará tudo empestado).
Passámos pela zona do Perrinchão e já no cimo do monte do Castro subimos o seu penedo cimeiro através de umas escadas até um cruzeiro, que serve de Miradouro e de podemos admirar uma bela panorâmica da costa atlântica do concelho de Caminha, o frondoso Pinhal do Camarido (mandado plantar por D. Dinis no início do séc XIV), a Ilha e o Forte da Ínsua, o estuário do Rio Minho e observarmos mais a norte o Monte de St Tecla.
Prosseguimos até chegarmos a uma área mais altaneira com um miradouro natural sobre o vale do Rio Âncora e sobre Vila Praia de Âncora. Continuámos em direcção ao vértice geodésico do Cobertorinho onde teremos ainda um miradouro de maior altitude sobre os múltiplos locais de interesse da região
Seguimos por caminhos rurais, na direcção Este e depois para norte, passando-se nas proximidades do vértice geodésico da Espiga, onde podemos vislumbrar em redor um belo quadro paisagístico minhoto. Hora e meia passada desde o início do percurso, dirigimo-nos então em direcção à capela de Santo Antão, construída provavelmente nos séculos XIII ou XIV, onde faremos uma pausa para almoçar, recuperando energias. Aqui teremos o Miradouro de St Antão onde temos o privilégio de observar simultaneamente o estuário e foz do rio Minho, onde o rio Coura desagua; o Pinhal do Camarido; a Galiza (monte de St tecla e imediações) sobranceira ao seu curso; e a costa atlântica.
Seguimos depois para sul e sudoeste atravessando alguns pinheirais e caminhos rurais até retomarmos ao lugar de partida, Vogada, em Moledo.
Trata-se de um percurso pedestre sinalizado (PR 9), que foi implementado, em meados de 2003, pelo Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo.
O percurso tem início no miradouro em frente da Igreja de Santa Luzia, aonde se encontra um painel alusivo ao percurso. Logo daí podemos observar uma das mais belas panorâmicas costeiras de Portugal, avistando-se no nosso horizonte Viana do Castelo, a costa atlântica, o vale do Rio Lima e áreas envolventes.
Segue-se por caminhos florestais, maioritariamente a descer, na direcção Norte, até chegarmos a dois arcos de pedra, os designados Arcos do Fincão. No parte superior destes passam canos de água, que é captada em minas da serra e que continuam ainda hoje a aprovisionar depósitos de Viana. Prosseguimos caminhando por cima dos respectivos canos de água, e em breve passaremos por um moinho e antigas minas de águas abertas na rocha.
Foto do dia de inauguração do percurso -
26 de Julho de 2003 pelo Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo.
O caminho, efectuado ainda por cima dos canos de água passa a ser ascendente e mais à frente podemos ver as ruínas da “Azenha Velha” (e, em tempo de chuva, uma queda de água). Passamos pelo lugar de S. Mamede (freguesia de Areosa), com a sua capelinha onde no mês de Agosto se realiza a Festa do Mel. Umas centenas de metros vemos uma indicação da existência nas imediações de uma capela “Aldeia Velha”, hoje em ruínas, local da origem do povoado de S. Mamede.
Passa-se junto do marco geodésico da “Bouça do Frade” até se chegar ao “Alto do Frade”, onde no edifício aí abandonado, foi projectada a instalação de um posto de controle aéreo durante a 2ª Grande Guerra - Casa do Radar (casinha dos aviões). No piso superior deste edifício desfruta-se de uma bela panorâmica sobre a cidade de Viana e o vale do Rio Lima.
O caminho florestal é agora descendente até se chegar à casa florestal da Carreira de Tiro, local onde existe um novo miradouro com vista sobre o mar. Passa-se depois junto da “Citânia de Santa Luzia”, que é conhecida localmente por “Cidade Velha”. Trata-se de um dos castros mais conhecidos e importantes (proto-história e romanização) do Norte de Portugal.
O percurso inicia-se na aldeia de Arga de S. João, onde podemos observar a rusticidade do respectivo casario, com as eiras e espigueiros típicos. À medida que subimos a encosta podemos avistar à nossa direita o Alto das Penas e a povoação de Arga de S. João que vai ficando para trás. Umas centenas de metros adiante, encetamos o circundar do Alto da Coroa (onde durante a Idade do Ferro habitou uma povoação castreja), e em breve deparámo-nos com uma bela paisagem sobre o amplo vale do Ribeiro de S. João. Mais à frente começamos a vislumbrar o Santuário de S. João da Arga. Prosseguimos descendo pelo caminho serrano serpenteado as encostas, e acercámo-nos do mosteiro através de um escadório
Escadório de acesso ao Mosteiro de S. João da Arga
Estamos perante um dos mosteiros mais antigos de Portugal. Terá sido fundado, em 661 D.C, por São Frutuoso, sofrendo, na Idade Média, obras de restauro encetadas pelos frades beneditinos. A sua actual igreja/capela foi construído apenas no séc. XIV. Este mosteiro, entre outras funções, era um local de passagem para Santiago de Compostela e, aí paravam e descansavam os caminheiros/peregrinos. No início e no fim do século XX também sofreu relevantes obras de restauro e conservação, sendo que o seu estado actual de preservação é muito satisfatório, e também por esse facto é muito visitado, quer por portugueses, quer por galegos.
Num parque de merendas nas cercanias teremos ocasião de merendar e descansar e assim restabelecer as energias.
Parque de Merendas junto ao Mosteiro de S. João da Arga
Retomámos o caminho seguindo o regato da Fisga para montante. Na Chã do Guindeiro, um pequeno prado de montanha, poderemos observar garranos pastando livremente. Aí inflectimos à direita por um caminho rumo à Pedra Alçada (742m), o ponto mais alto do concelho de Caminha. Apesar de ascendente este troço é muito acessível e proporciona-nos surpreendentes panorâmicas da zona. Passamos o lugar de Curros até chegarmos à Pedra Alçada, passando por grandes penedias, algumas com silhuetas antropomórficas. Neste ponto usufruímos de uma vista privilegiada em redor, quer sobre o litoral de Caminha, quer sobre a Serra de Arga,
Mapa de acessos na zona.
Clicar para ampliarNo início tivemos o privilégio de realizar uma visita guiada, com a duração de cerca de 25 minutos, ao Farol de Montedor, graças ao obséquio do Sr. Queirós, o Faroleiro, na altura de serviço.
Depois de providenciado transporte no final deste percurso linear na Praia Norte, o grupo seguiu em direcção norte ao Forte de Montedor (ou Forte de Paçô), um forte com mais de 3 séculos de existência e que se encontra na actualidade bastante destruído, não por investidas dos inimigos que se lhe anteviam mas pelo tempo e pela relativa incúria das entidades que o tutelam.
O tempo estava muito agradável para se caminhar, com o céu ‘bastante limpo’, e registando-se pouco vento, bem como uma temperatura amena.
Volvemos para sul pela singular Gândara do Montedor cujo matizado de cores floris e o salpicado da penedia e dos pássaros em animosos vôos imprimem um ambiente deveras aliciante a uma visita mais demorada. ‘Descobrimos’ nesta área protegida peculiares gravuras rupestres e pias salineiras.
De seguida visitamos (por fora) os moinhos do Marinheiro e de Cima, passámos pelas gravuras da Fraga da Bica e pela capela da Senhora do Bom Sucesso. Esta capela, ainda mais que o Forte de Montedor, encontra-se em estado avançado de ruína, merecendo pela sua beleza e importância um restauro o mais breve possível. Perto, encontra-se o Moinho do Petisco, muito bem conservado e onde aproveitámos para merendar alguma coisa.
De novo a caminho, por feliz coincidência, passamos pelo Sr. Armindo Pires, neto do proprietário inicial dos moinhos do Marinheiro e Cima, que nos convidou a fazer uma visita por dentro dos dois moinhos. Com bom grado aceitamos o generoso convite. Estes moinhos foram adquiridos pela Câmara de Viana do Castelo há cerca de três décadas atrás que efectuou neles obras de restauro na íntegra, constituindo hoje, juntamente com o Moinho de Petisco, um valioso núcleo museológico. O Sr. Pires explicou-nos com muito saber e experiência inúmeros aspectos e usos destes moinhos, construídos pelo seu avó.
Rumámos de seguida para sul em direcção ao forte de Forte da Areosa, por um caminho rural junto ao mar, avistando à nossa esquerda a sobranceira serra de Santa Luzia. Ao longo do percurso, por vezes efectuado em passadiços de madeira sobre a praia, passamos por mais pinturas rupestres e quatro moinhos de vento (hoje desprovidos de velas). Visitamos o Forte da Areosa e seguimos pela marginal da Praia Norte onde na sua extremidade sul o percurso findou.

Participantes: Ana Araújo, Cristina, Fernando Vilarinho, Lurdes Lopes e João Lopes, Manuela, Patrícia Silva, Pimenta.
Roteiro da caminhada
Farol do Montedor


Forte de Montedor
A construção deste e de mais três fortes (Forte da Areosa, Forte do Cão na Gelfa, e Forte da Largateira
Gândara de Montedor




Gravuras Rupestres de Carreço
Moinhos de Montedor
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Mapa geral
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Garranos em pastagem
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