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sexta-feira, abril 01, 2011

ADCMoura - 11ª edição dos Percursos de Roda Pé - Pelo concelho de Moura 2011

11ª edição dos Percursos de roda pé - Pelo concelho de Moura

Abril-Maio 2011

Organização:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura (ADC Moura)


 2 de Abril
"Subi à serra da Adiça e só parei no talefe"
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Entrada da aldeia de Sobral da Adiça, junto à GNR - 10h00
Distância: 15 km
Percurso circular

O título deste percurso é o verso inicial de um conhecido tema musical do grupo Rio Grande, interpretado pelo Vitorino. Vamos então subir a Serra da Adiça ao encontro do talefe, isto é, o marco geodésico que assinala 522 metros acima do nível do mar, a quarta maior altitude do Alentejo. Desta atalaia é possível desfrutar de uma vista deslumbrante, num convite à interpretação da paisagem, que alcança terras de Espanha, ali mesmo ao lado, e Algarve. Durante a subida, depois de passarmos o posto fiscal de Vale de Grou e o marco geodésico que assinala a divisória entre Portugal e Espanha, observaremos antigas plantações de olival e o original matagal mediterrânico que revestem o coberto vegetal da serra, além de verdadeiras relíquias da nossa flora, como a rosa-albardeira e algumas orquídeas raras. Haverá também oportunidade para descobrir a presença de alguns animais através do exame das suas pegadas, dejectos, etc. Com a ajuda do biólogo Carlos Vila-Viçosa, vamos poder desvendar estes e outros encantos da Adiça.




16 de Abril
Santo Amador
Local: Santo Amador
Local e Hora de Partida: Largo da Igreja de Santo Amador - 19h00
Distância: 5 km
Percurso circular
Enquanto se aguarda pela chegada da noite, o silêncio instala-se aos poucos nos campos de Santo Amador. Eis o ambiente perfeito para sentir de perto o deambular dos alcaravões ou para captar a silhueta de uma lebre distraída enquanto se alimenta. À medida que as estrelas se acendem e a lua assoma no céu, mais os ouvidos se apuram para tentar decifrar ora o esvoaçar dos morcegos e o planar das corujas nos seus territórios de caça, ora as vocalizações prodigiosas dos rouxinóis vindas de um cordão de vegetação ribeirinha, ora o restolhar de um mamífero entre a folhagem do montado. Mais adiante, chegarão rumores do Ardila, saltando de pedra em pedra, e talvez o agitar de águas próprio dos mergulhos das lontras ou os pios característicos dos bufos-reais que habitam as zonas escarpadas do rio. Numa noite primaveril em que apenas são permitidos murmúrios aos participantes, o Rui Lourenço convida-nos a descobrir com ele estes e outros sons da natureza ao vivo.
Colaboração: Rui Lourenço/CEAI


30 de Abril
Ervas de cheiro para consolar o corpo e a alma
Local: Alqueva
Local e Hora de Partida: entrada da aldeia de Alqueva, junto à Junta de Freguesia - 10h00
Distância: 13  km
Percurso linear
À beira dos caminhos entre Alqueva e Amieira esperam-nos ervas de cheiro características dos bosques e matos mediterrânicos. Embora a lista seja extensa, não podemos deixar de destacar, dada a sua representatividade, o rosmaninho, a esteva, o poejo, o orégão, a erva-ursa e o tomilho vulgar. Muitas destas plantas estão associadas a utilizações, desde tempos remotos, na alimentação, saúde e beleza. Isso mesmo será explicado durante o passeio por Willemine de Yongh, uma holandesa há muito radicada no Alentejo e especialista em Plantas Aromáticas e Medicinais. Finalmente, já na sua propriedade, teremos uma demonstração do processo de fabrico de óleos essenciais a partir de algumas espécies da flora da região.
Colaboração: Willemine de Yongh (Quinta Essência)



7 de Maio
Atrás da cabrada da Adua
Local: Santo Aleixo da Restauração
Local e Hora de Partida: Largo da Igreja de Santo Aleixo da Restauração - 10h00
Distância: 8  km
Percurso circular
Na parte norte da aldeia de Santo Aleixo da Restauração, as ruas são paralelas e íngremes e apresentam casas tradicionais enfileiradas, como se de comboios se tratasse, ao sabor do pendor da encosta. É no cimo deste aglomerado que os criadores de cabras da aldeia se prestam ainda a uma prática ancestral e já rara nos nossos dias. Todas as manhãs, bem cedo, faça sol ou chuva, é aqui que os pequenos rebanhos familiares são ordenhados, reunidos e postos ao cuidado do pastor comunitário e dos seus cães, que os levam a apascentar na Coutada, baldio do povo actualmente gerido pela Junta de Freguesia. O moiral é o José Aleixo e é ele que nos vai acompanhar na volta do gado.





21 de Maio
Tesouros da arqueologia e da gastronomia, em Moura
Local: Moura
Local e Hora de Partida: Entrada do Jardim Dr. Santiago - 10h00
Distância: 7  km
Percurso Linear
Recentemente, no âmbito dos trabalhos arqueológicos que decorrem no recinto do castelo de Moura, foi trazido à luz do dia um fragmento de cerâmica pintada com caracteres da chamada escrita do Sudoeste, e que promete fazer História! Trata-se de um dos mais antigos sistemas de signos conhecidos na Península Ibérica, que surge em artefactos datados de entre o século VII a.C. e o século V a.C. O que torna este achado muito importante, para além da sua raridade, é o facto de pertencer a uma fase mais tardia, tendo em conta o limite tradicionalmente fixado para esta escrita, o que pode ajudar, com outras descobertas, a compreender melhor o vazio da sua utilização até à chegada dos romanos e expansão do latim. Depois de um mergulho no tempo com o descobridor deste tesouro, o arqueólogo José Valente, voltaremos ao presente para conhecer outros tesouros, desta vez na companhia dos melhores aromas e sabores do Alentejo. Por isso não há que enganar, todos os passos dos participantes irão dar certamente à Herdade dos Coteis, onde os espera o engenheiro José Venâncio, preparado para guiar a visita aos lagares de vinho e azeite e para servir umas provas de produtos da herdade, de comer e chorar por mais. Com vossa licença, venha de lá então esse queijo (de Serpa), mais pão e vinho no cortejo!
Colaboração: José Valente / CMMoura e  José Venâncio / Herdade dos Coteis



Contactos:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura

Travessa da Misericórida, 4 -1º
7860-072 Moura
Tlf 285254931
Tlf/Fax 285253160
adcmoura@adcmoura.pt





Edições dos Percursos de Roda Pé - 2007 / 2008 / 2009 / 2010

quinta-feira, março 18, 2010

ADCMoura - 10ª edição dos Percursos de Roda Pé - Pelo concelho de Moura 2010

10ª edição dos Percursos de roda pé - Pelo concelho de Moura

Março-Maio 2010

Organização:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura (ADC Moura)



27 de Março
Amareleja
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Amareleja (rotunda, saída para Mourão/Barrancos) -10h00
Distância: 15 km
Percurso linear
Cota máx_ 522 m | Cota mín_ 216 m
Um súbito murmúrio de água pode ser o aliciante para sair por momentos dos trilhos e experimentar as emoções da canoagem num troço paradisíaco e selvagem do rio Ardila. A sensação é de uma imensa liberdade a sós com a natureza mais agreste e em que os sinais da presença humana continuam a ser mínimos. Embalados por calmas remadelas ou, aqui e ali, pelas correntes que se fazem sentir em baixios e junto aos açudes de antigos moinhos, iremos desvendar cenários de cortar a respiração, que vão dos troços em que as margens quase se tocam aos grandes planos de água, onde animais e plantas, alguns deles raros, encontram tranquilidade. Para espíritos enérgicos e ávidos de aventura, esta é uma experiência a não perder na companhia de um especialista em turismo activo: o Nuno Gaspar.


24 de Abril
Safara
Local: Safara
Local e Hora de Partida : Safara (Praça 25 de Abril, junto à Igreja Paroquial) - 10.00 h
Distância: 12 km
Percurso circular
Cota máx_ 214 m | Cota mín_ 117 m
A principal atracção deste percurso é a visita ao denominado Castelo Velho de Safara ou Castro de Safareja, um importante povoado amuralhado com ocupação humana entre os séculos IV e V a.C, ao qual se julga estar associado um queimador votivo da Idade do Ferro, o thymiatherion, (cerca do século VII a.C.), actualmente guardado no Museu Nacional de Arqueologia. Este sítio arqueológico situa-se sobre um esporão rochoso que domina a confluência da ribeira de Safareja com o rio Ardila, naquela que constitui uma das vistas panorâmicas mais deslumbrantes do concelho de Moura. Durante a digressão haverá ainda oportunidade para conhecer a “ponte romana” sobre a ribeira de Safareja, espreitar a ermida e o moinho de água de Santa Marina e “mergulhar” num dos mais fantásticos trechos do Ardila. A arqueóloga Teresa Ramos, com trabalhos académicos realizados sobre o Castelo Velho de Safara, será a cicerone deste passeio.



2 de Maio
Sobral da Adiça
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Sobral da Adiça (entrada da aldeia, junto à GNR) - 10.00 h
Distância: 13 km
Percurso linear
Cota máx_ 330 m | Cota mín_ 192 m
Colaboração: LPN - Liga para a Protecção da Natureza, Projecto Lince
Acompanhamento dos biólogos Filipa Loureiro, Eduardo Santos e Miguel Lecoq
Considerado o felino mais ameaçado do mundo, o lince-ibérico é um dos mais enigmáticos e fascinantes carnívoros da fauna ibérica. Seguimos no seu encalço, em direcção à zona onde foi confirmado um dos últimos vestígios da sua presença em terras lusas, para descobrir alguns dos segredos do seu território. E quem melhor do que os biólogos Filipa Loureiro, Eduardo Santos e Miguel Lecoq, conhecedores da região, técnicos e colaboradores do Programa Lince da LPN/FFI, que visa a recuperação do habitat desse mamífero no Sul de Portugal, para nos guiar nesta caminhada e seduzir com os seus vastos conhecimentos sobre o assunto. Deixando Sobral da Adiça para trás, dirigimo-nos para ocidente, percorrendo os olivais e áreas de matagal da serra de Malpique. Do cimo desta elevação desfrutamos de vistas magníficas sobre o tapete de cores das planícies cerealíferas, dos pomares, dos bosques, dos olivais e do imenso figueiral da Herdade dos Machados que também cruzaremos. O denso matagal mediterrânico, que se estende pelos cumes e encostas da serra, numa paisagem de rara beleza, deixa adivinhar a riqueza da flora e da fauna. Aqui a diversidade abunda. É este um dos últimos redutos do lince-ibérico em Portugal. Quem sabe, se não há por ali algum à espreita...




8 de Maio
Moura
Local: Moura
Local e Hora de Partida : Moura (entrada do jardim dr. Santiago)- 18.00 h
Distância: 3 km
Percurso circular
Novel cidade situada na confluência do rio Ardila com o rio Guadiana, Moura ostenta um passado cheio de história, testemunho vivo dos povos que aqui se fixaram, cruzaram e influenciaram mutuamente, numa grande variedade de culturas e credos. Visitando o castelo, a mouraria, o Pátio dos Rolins ou a Igreja de São João Baptista, podemos verificar como todo este património milenar é fonte inesgotável de inspiração. Num lugar de forte “apelo árabe”, daremos largas à imaginação descobrindo as influências mouriscas não apenas nos monumentos mas também no traçado das ruas e na harmonia das casas caiadas, no modo contemplativo dos seus habitantes, na lenda princesa Salúquia ou na própria toponímia. Uma viagem no tempo a não perder, em formato de peddy paper, com enigmas para decifrar e tesouros para descobrir.








Contactos:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura

Travessa da Misericórida, 4 -1º
7860-072 Moura
Tlf 285254931
Tlf/Fax 285253160
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Ficha de Inscrição


Edições  dos Percursos de Roda Pé - 2007 / 2008 / 2009

quinta-feira, dezembro 25, 2008

9ª edição dos Percursos de Roda Pé - Pelo concelho de Moura, de Março a Maio de 2009, organizado pelo ADCMoura

9ª edição dos Percursos de roda pé - Pelo concelho de Moura

Março-Maio 2009

Organização:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura (ADC Moura)



7 de Março
O Admirável Mundo das Orquídeas
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Sobral da Adiça (entrada da aldeia, junto à GNR) - 10.00 h
Distância: 15 km
Percurso circular
Cota máx_ 522 m | Cota mín_ 216 m
Acompanhamento do biólogo Ivo Rodrigues
Existem há 15 milhões de anos. São consideradas as plantas mais evoluídas que se conhecem. São as orquídeas, pertencentes a uma família com cerca de 20 mil espécies em todo o mundo, 60 delas existentes em Portugal, havendo inclusivamente algumas subespécies endémicas portuguesas. Só nos solos calcários da serra da Adiça, um dos nossos mais importantes santuários destas plantas, ocorrem 13 espécies, entre as quais a raríssima Orchis collina, uma orquídea que, em Portugal, apenas é conhecida nas ncostas secas da elevação de Ficalho. Na subida ao cume iremos, com sorte, descobrir estas fantásticas plantas que nunca são polinizadas pelo vento, mas sim por uma grande variedade de insectos, especialmente abelhas e vespas. Noutras regiões do mundo hegam a ser polinizadas por colibris e ratos. Isso ajuda a explicar algumas diossincrasias das orquídeas: o facto de muitas libertarem um odor semelhante ao odor das fêmeas de algumas espécies de insectos e de a pétala central da flor em muitos casos imitar a forma da fêmea de um insecto, tornando-a um poiso irresistível para os machos. Estes e outros segredos serão revelados por um apaixonado por estas donas flores: o Ivo Rodrigues.




4 de Abril
Visita guiada à Estação Biológica do Garducho
Loca: Amareleja
Local e Hora de Partida : Amareleja (rotunda, saída para Mourão / Barrancos) - 10.00 h
Distância: 8 km
Percurso linear
Cota máx_ 309 m | Cota mín_ 195 m
Colaboração: CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica e Herdade da Paz
Acompanhamento dos técnicos do CEAI
Tomando o lugar de um antigo posto fronteiriço, a meio caminho entre Amareleja e Valência del Mombuey, a Estação Biológica do Garducho é um espaço contemporâneo dedicado à conservação da biodiversidade e à descoberta da paisagem através do olhar da ciência, da arquitectura, da poesia e da arte. Propriedade do Centro de Estudos da Avifauna Ibérica (CEAI), a Estação contempla diversas funcionalidades com áreas expositivas, de trabalho técnico e de alojamento, um laboratório, um observatório e ainda um museu onde é possível “atravessar” estepes cerealíferas, montados, matagais e bosques mediterrânicos, ribeiras, hortas e pomares, e descobrir as particularidades da fauna e flora destes distintos lugares, alguns dos quais iremos atravessar de facto no nosso trajecto entre Amareleja e a Estação. Razões de sobra para não perder esta viagem na companhia dos próprios técnicos do CEAI.




18 de Abril
Planícies Suaves e Cerros Alcantilados com História
Local: Póvoa de São Miguel
Local e Hora de Partida : Póvoa de S. Miguel (Casa do Povo) - 10.00 h
Distância: 13 km
Percurso linear
Cota máx_ 210 m | Cota mín_ 95 m
Acompanhamento do investigador António Montezo
Abarcando uma vasta planície nas imediações da Póvoa de São Miguel, o Monte Novo do Pombal impressiona pela singularidade da sua arquitectura, de inspiração senhorial-medieval. Encantados com a descoberta, primeira de muitas neste dia, prosseguimos para leste, atravessando campos de semeadura e terras de olivais, ao encontro das termas de Santa Ana, junto ao monte de Ourives. Saciada a curiosidade por histórias deste lugar, rumamos desta vez ao Sul, a caminho do vale do Ardila, cruzando olivais e depois as terras bravias das Tojeiras. Para terminar em beleza, o nosso cicerone, o investigador António Montezo, ir-nos-á guiar até a um povoado pouco conhecido da Idade do Cobre/Bronze, com vista deslumbrante sobre o curso do rio Ardila, e, junto à margem, a uma azenha antiga e local de cardagem de lã.


25 de Abril
Por Montes e Vales, no Rasto do Lince-Ibérico
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Sobral da Adiça (entrada da aldeia, junto à GNR) - 10.00 h
Distância: 13 km
Percurso linear
Cota máx_ 330 m | Cota mín_ 192 m
Colaboração: LPN - Liga para a Protecção da Natureza, Projecto Lince
Acompanhamento dos biólogos Filipa Loureiro, Eduardo Santos e Miguel Lecoq
Considerado o felino mais ameaçado do mundo, o lince-ibérico é um dos mais enigmáticos e fascinantes carnívoros da fauna ibérica. Seguimos no seu encalço, em direcção à zona onde foi confirmado um dos últimos vestígios da sua presença em terras lusas, para descobrir alguns dos segredos do seu território. E quem melhor do que os biólogos Filipa Loureiro, Eduardo Santos e Miguel Lecoq, conhecedores da região, técnicos e colaboradores do Programa Lince da LPN/FFI, que visa a recuperação do habitat desse mamífero no Sul de Portugal, para nos guiar nesta caminhada e seduzir com os seus vastos conhecimentos sobre o assunto. Deixando Sobral da Adiça para trás, dirigimo-nos para ocidente, percorrendo os olivais e áreas de matagal da serra de Malpique. Do cimo desta elevação desfrutamos de vistas magníficas sobre o tapete de cores das planícies cerealíferas, dos pomares, dos bosques, dos olivais e do imenso figueiral da Herdade dos Machados que também cruzaremos. O denso matagal mediterrânico, que se estende pelos cumes e encostas da serra, numa paisagem de rara beleza, deixa adivinhar a riqueza da flora e da fauna. Aqui a diversidade abunda. É este um dos últimos redutos do lince-ibérico em Portugal. Quem sabe, se não há por ali algum à espreita...




16 de Maio
Uma Noite com o Bater de Asas de uma Borboleta
Local: Sobral da Adiça
Local e Hora de Partida : Sobral da Adiça (Casa do Povo) - 18.00 h
Distância: 10 km
Percurso circular
Cota máx_ 310 m | Cota mín_ 195 m
Acompanhamento do entomologista Eduardo Marabuto
De dia, utilizam redes para as capturar. De noite, armadilhas luminosas: um apoio para a lâmpada, um lençol branco estendido no chão, para facilitar a sua detecção, alguns copos que funcionam como gaiolas, permitindo a contagem e identificação das presas antes de serem devolvidas à natureza. Estamos a falar de lepidópteros, vulgarmente conhecidos por borboletas e mariposas, e de entomologistas ou aqueles que as estudam para fins científicos. Será na companhia de um destes especialistas na matéria, o Eduardo Marabuto, que faremos um passeio nocturno na serra da Adiça, considerada um paraíso para estes seres alados. Com as referidas técnicas de captura, e também alguma sorte, será possível achar a sempre vistosa cauda-de-andorinha ou a borboleta-do-medronheiro, o maior lepidópetro diurno da Europa, passando por espécies raras, como a Amygdaloptera testaria, ou em perigo de extinção, como a Euchloe Tagis. Como se pode ver, motivos não faltarão para sentir intensamente o efeito borboleta, desta vez numa nova fórmula: o simples bater de asas de uma borboleta na serra da Adiça desencadeia uma onda de felicidade no mundo inteiro.


Contactos:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura

Travessa da Misericórida, 4 -1º
7860-072 Moura
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Tlf/Fax 285253160
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Ficha de Inscrição



Fonte do texto e imagens: ADC Moura - Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura



8ª edição dos Percursos de Roda Pé - 2008

7ª edição dos Percursos de Roda Pé - 2007


domingo, março 02, 2008

8ª edição dos Percursos de Roda Pé - Pelo concelho de Moura, de Março a Abril de 2008, organizado pelo ADCMoura

8ª edição dos Percursos de roda pé - Pelo concelho de Moura

Março-Abril 2008

Organização:
A.D.C.Moura

Os percursos de Roda Pé consistem em acções de educação ambiental, integrando um conjunto de actividades de natureza formativa desenvolvidas pela ADCMoura.
Seguir, por entre azinheiras e matos de esteva, um rebanho de cabras na sua volta diária pelo baldio de Santo Aleixo da Restauração, revisitar o passado e antever o futuro num percurso pelas calçadas de Moura, descobrir alguns segredos acerca da flora local nos campos de Santo Amador, experimentar as emoções da canoagem mergulhando no vale selvagem do rio Ardila, perto de Safara, cruzar paisagens abertas com horizontes a perder de vista e histórias para contar nas redondezas da Póvoa de S. Miguel, calcorrear velhos trilhos do contrabando e reviver memórias desses tempos, ligando Amareleja a Valência del Mombuey, e perscrutar a presença esquiva do lince-ibérico na serra da Adiça, local onde foi encontrando o último vestígio em território nacional deste que é considerado o felino mais ameaçado do mundo, são as propostas aliciantes que a Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura tem para oferecer a todos os amantes da natureza e do mundo rural, em mais uma edição dos Percursos de Roda Pé: sete passeios pedestres pelos antigos caminhos de terra, veredas pastoris, calçadas urbanas e os leitos dos rios do concelho de Moura.

Estes percursos têm ainda a particularidade de ser guiados por biólogos, arqueólogos, arquitectos, agricultores, antigos mineiros e moleiros e até contrabandistas que conhecem bem o território a explorar e nos vão ajudar com os seus saberes, uns mais científicos, outros mais empíricos, a descobrir a magia dos lugares, dos mais aos menos recônditos, e o encanto das plantas, dos animais e das pessoas que os habitam. E tudo isto, em benefício do desenvolvimento local. É esta, no fundo, a nossa proposta para passar sete dias diferentes no Alentejo.





1 de Março
Em busca de ervas de cheiro, comestíveis e medicinais
Local: freguesia de Santo Amador
Ponto de Partida: Largo da Igreja de Santo Amador (10h00)
Distância: 8 km | Percurso circular
Cota Máx, 195 m | Cota Mín. 120 m
Colaboração:ADASA - Associaçao de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador

Cardo-leiteiro, acelga, alabaça, chícharo, beldroega, espargueira, silarca, erva-garfeira, erva-ursa, poejo, hortelã-da-ribeira, orégão, rosmaninho, tomilho, galafito, bolsa-de-pastor e dente-de-leão são alguns nomes de plantas de cheiro, comestíveis e medicinais que podemos encontrar numa digressão ao campo, sem que muitas vezes as consigamos identificar devidamente ou conhecer a sua utilidade. Esta tarefa de reconhecimento está no entanto reservada a uns quantos entendidos, que guardam saberes transmitidos de geração em geração e não aprenderam pelos livros. A Catarina Ventura, residente em Santo Amador e guia deste passeio sem destino, é uma dessas iluminadas.



8 de Março
Atrás da cabrada da adua
Local: freguesia de Santo Aleixo da Restauração
Ponto de Partida: Largo da Igreja de Santo Aleixo da Restauração (09h00)
Distância: 8 km | Percurso circular
Cota Máx, 307 m | Cota Mín. 180 m

Na parte norte da aldeia de Santo Aleixo, as ruas são paralelas e íngremes e apresentam casa tradicionais enfileiradas, como se de comboios se tratasse, ao sabor do pendor da encosta. É no cimo deste aglomerado que os criadores de cabras da aldeia se prestam ainda a uma prática ancestral e já rara nos nossos dias. Todas as manhãs, bem cedo, é aqui que os pequenos rebanhos familiares são ordenhados, reunidos e postos ao cuidado do pastor comunitário e dos seus cães, que os levam a apascentar na Coutada, baldio do povo actualmente gerido pela Junta de Freguesia. O moiral é o José Aleixo e é ele que nos vai acompanhar na volta do gado.



15 de Março
Viagem no tempo, na cidade de salúquia
Local: Moura
Ponto de Partida: entrada do jardim dr. Santiago em Moura (10h00)
Distância: 5 km | Percurso circular
Cota Máx, 195 m | Cota Mín. 170 m

Novel cidade situada na confluência do rio Ardila com o rio Guadiana, Moura ostenta um passado cheio de história, testemunho vivo dos povos que aqui se fixaram, cruzaram e influenciaram mutuamente, numa grande variedade de culturas e credos. Aqui somos ao mesmo tempo celtas, fenícios, romanos, suevos, berberes, árabes, judeus, cristãos e…alentejanos! Visitando o castelo e a sua alcáçova, a mouraria, o museu municipal, o Pátio dos Rolins ou a igreja do Espírito Santo, podemos verificar como todo este património milenar é fonte inesgotável de inspiração e renovação. Num lugar de forte “apelo árabe”, daremos largas à imaginação descobrindo as influências mouriscas não apenas nos monumentos mas também no traçado das ruas e na harmonia das casas caiadas, no modo tolerante e contemplativo dos seus habitantes, na gastronomia, no cante alentejano, na lenda da princesa Salúquia ou na própria toponímia. Uma viagem no tempo, através de um centro histórico preservado e com pessoas a viver, para saborear na companhia de um especialista: o arqueólogo Santiago Macias.




29 de Março
Por montes e vales, no rasto do lince-ibérico
Local: freguesia de Sobral da Adiça
Ponto de Partida: Sobral da Adiça (entrada da aldeia, junto à GNR) - 10h00
Distância: 21 km | Percurso linear
Cota Máx, 350 m | Cota Mín. 192 m
Colaboração: Liga para a Protecção da Natureza

Considerado o felino mais ameaçado do mundo, o lince-ibérico é um dos mais enigmáticos e fascinantes carnívoros da fauna ibérica. Seguimos no seu encalço, em direcção à zona onde foi confirmado um dos últimos vestígios da sua presença em terras lusas, para descobrir alguns dos segredos do seu território. E quem melhor do que os biólogos Filipa Loureiro, Eduardo Santos e Miguel Lecoq, conhecedores do território e técnicos do Programa Lince da LPN/FFI, que visa a recuperação do habitat deste mamífero no Sul de Portugal, para nos guiar nesta caminhada e seduzir com os seus conhecimentos sobre o assunto. Deixando Sobral da Adiça para trás, dirigimo-nos para ocidente, percorrendo os montados e atravessando a Serra do Álamo. Deste local desfrutamos de uma vista magnífica sobre o tapete de cores das planícies cerealíferas e dos pomares da região, para mais à frente ziguezaguearmos pelos intermináveis olivais, que a pouco e pouco, dão lugar ao imenso figueiral da Herdade dos Machados. O denso matagal mediterrânico, que se estende ao longo dos montes e vales das serras, numa paisagem de rara beleza, deixa adivinhar a riqueza da flora e da fauna. Aqui a diversidade abunda. É este um dos últimos redutos do lince-ibérico em Portugal. Quem sabe, se não há por ali algum à espreita...



5 de Abril
Longe do mundo, pelos meandros do Ardila
Local: freguesia de Safara
Percurso pedestre e de canoagem



12 de Abril
Hasta españa, no rasto do contrabando
Local: freguesia de Amareleja
Ponto de Partida: Amareleja (rotunda, saída para Mourão / Barrancos) - 10h00
Distância: 12 km | Percurso linear
Cota Máx, 309 m | Cota Mín. 195 m

Em tempos não muito recuados, de guerras, privações e miséria, em que se arraçoavam as subsistências, as ditaduras da Península Ibérica ditavam a lei e o contrabando a marginalidade, como forma de se sobreviver. À semelhança de muitas terras raianas deste País, a Amareleja também viveu os seus tempos difíceis, dias de alegria e tristeza, de valentia e medo, as suas aventuras e façanhas heróicas em que eram protagonistas os astutos contrabandistas. E contrabandeava-se de tudo um pouco, quase sempre pela calada da noite - açúcar, arroz, sabão, farinha, pão, perfumes, tabaco, café -, fintando as patrulhas de guardas civis e de carabineiros. Da Amareleja a Valência del Mombuey, cruzando a linha de fronteira, vamos, pois, no encalço das memórias do contrabando, na companhia de um guia com vasto currículo nessa matéria: o Francisco Vasques.




19 de Abril
Planícies suaves e cerros alcantilados com história
Local: freguesia de Póvoa de São Miguel
Ponto de Partida: Póvoa de São Miguel (Casa do Povo) - 10.00 h
Distância: 14 km | Percurso linear
Cota Máx, 227 m | Cota Mín. 95 m

Abarcando uma vasta planície nas imediações da Póvoa de São Miguel, o Monte Novo do Pombal impressiona pela singularidade da sua arquitectura, de inspiração senhorial-medieval. Encantados com a descoberta, primeira de muitas neste dia, prosseguimos para leste, atravessando campos de semeadura e terras de olivais, ao encontro das termas de Santa Ana, junto ao monte de Ourives. Saciada a curiosidade por histórias deste lugar, rumamos desta vez ao Sul, a caminho do vale do Ardila, cruzando olivais e depois as terras bravias das Tojeiras. Para terminar em beleza, o nosso cicerone, o investigador António Montezo, irá guiar-nos a um povoado pouco conhecido da Idade do Cobre/Bronze, com vista deslumbrante sobre o curso do rio Ardila, e, junto à margem, a uma azenha antiga e local de cardagem de lã.


Contactos:
Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura

Travessa da Misericórida, 4 -1º
7860-072 Moura
Tlf 285254931
Tlf/Fax 285253160
adcmoura@adcmoura.pt


Fonte do texto e imagens: ADC Moura - Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura



7ª edição dos Percursos de Roda Pé - 2007