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segunda-feira, junho 25, 2007

Alentejo poderá ter 500 kms de ecopistas até final de 2013


"O Alentejo poderá vir a ter, até final de 2013, uma rede de ecopistas com um total de cerca de 500 quilómetros, resultante do aproveitamento de ramais férreos, estradas desactivadas e percursos rurais de ligação, foi hoje revelado.

O cenário foi traçado à agência Lusa por Francisco Sabino, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), à margem de um workshop que decorreu hoje em Évora.

O encontro, subordinado ao tema "Plano de Ecopistas na Região do Alentejo - Mobilidade, Turismo e Desenvolvimento Sustentáveis e Valorização do Território", foi organizado pela CCDRA e pela Rede Ferroviária Nacional (REFER). Promover e divulgar o Plano Nacional de Ecopistas (PNE) da REFER, com destaque para o Alentejo, e promover e divulgar o património edificado nas linhas ferroviárias desactivadas foram os principais objectivos da iniciativa.

Francisco Sabino, orador no workshop, deu conta do Esquema Director de Corredores Verdes que a CCDRA quer implementar, durante o actual período de fundos comunitários (2007/2013), para criar uma rede de ecopistas, em via-férrea, antigas estradas e outros percursos de ligação. «Se os projectos forem aprovados e depois de concluídos, no final de 2013, poderemos ter na região cerca de 500 quilómetros em ecopistas», frisou à Lusa, à margem da sua intervenção.

Actualmente, no Alentejo, esse tipo de percursos não motorizados, onde se pode andar a pé, de bicicleta, em patins ou a cavalo, já está implementado em Évora, em cerca de 70 quilómetros. Neste município, encontram-se em utilização uma ecopista no antigo ramal ferroviário para Mora, que está feita até ao limite do concelho de Arraiolos, e percursos ambientais na Serra do Monfurado e entre as freguesias dos Canaviais e Bacelo. «No caso do ramal de Mora, a ideia é esticar a ecopista até esse concelho e, neste momento, estão trabalhos em curso», afiançou o técnico da CCDRA.

Montemor-o-Novo também quer instalar uma ecopista no ramal de ligação à Torre da Gadanha e, até 2013, acrescentou, a proposta passa por realizar aproveitamentos do género nos ramais de Estremoz e de Évora para Reguengos de Monsaraz.

«Espero que as autarquias tomem em mão esta tarefa que me parece extremamente gratificante e com interesse para a região», sublinhou, destacando que o turismo rural, de natureza ou activo pode ser fomentado na região, possuidora de um rico património natural e cultural. A par das vias-férreas desactivadas, Francisco Sabino revelou ainda que a antiga Estrada Nacional 18 (EN18), paralela ao IP-2, entre Évora a Beja, também poderá ser aproveitada como ecovia, permitindo ligar S. Manços (Évora) até Castro Verde (distrito de Beja). «O que teria também a vantagem óbvia de funcionar como espinha dorsal para o Alqueva», salientou, alertando as autarquias para apresentarem as candidaturas numa lógica «inter e supra-municipal», para mais facilmente serem aprovadas para apoios comunitários.

Por seu turno, Luís Silvestre, da REFER, lembrou que a rede nacional de ecopistas em vias-férreas desactivadas integra a Rede Verde Europeia para o Mediterrâneo Ocidental, em criação, para ligar o Sul de Portugal ao Sul de Itália. No caso português, dos 710 quilómetros de canais ferroviários desactivados elegíveis para o PNE, 58 quilómetros, em cinco zonas diferentes, são já utilizados como ecopistas e a REFER tem protocolos com municípios para o aproveitamento de um total de 449 quilómetros."

sábado, junho 16, 2007

Workshop Regional sobre Ecopistas, em Évora, dia 22 deJunho, promovido pela CCDRA

Workshop Regional "Plano Estratégico na Região do Alentejo, Mobilidade, Turismo e Desenvolvimento Sustentáveis Valorização do Território"

Dia 22 de Junho
Local:Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo – CCDRA, em Évora (Estrada das Piscinas, 193 - Évora)



Os objectivos deste workshop são:

  • Promover e divulgar o Plano Nacional de Ecopistas (PNE) da REFER, com enfoque na Região do Alentejo;
  • Promover e divulgar o Património Edificado existente nas Linhas Desactivadas;
  • Trocar experiências Nacionais e Internacionais;
  • Dinamizar a execução do PNE, fomentando e incrementando parcerias proactivas com a CCDR/Associações de Municípios/Municípios/Instituições Regionais ligadas ao Turismo, Ambiente, Ordenamento e Educação; Assim como, com Associações, de Desenvolvimento Local e Empresariais, Empresas e demais Agentes com interesse no Desenvolvimento Regional;
  • Promover a articulação de todos os projectos de Ecopistas, com outras rotas, itinerários, circuitos, acessibilidades, corredores verdes e potenciais ZTI (Zonas Turísticas de Interesse);
  • Maximizar o potencial aproveitamento do QREN (2007-2013) em todas as vertentes elegíveis por este tipo de projectos.

As ECOPISTAS, designação em Portugal para Vias Verdes, são vias de comunicação autónomas, reservadas às deslocações não motorizadas, realizadas num quadro de desenvolvimento integrado, que valorize o meio ambiente e a qualidade de vida, e que cumpra as suficientes condições de largura, inclinação e qualidade da superfície, de forma a garantir uma utilização em convivência e segurança por parte de todos os utentes, independentemente da capacidade física dos mesmos. Por conseguinte, a utilização dos caminhos, canais, e vias ferroviárias abandonadas, constitui um suporte privilegiado para o desenvolvimento das Vias Verdes (Declaração de Lille, para uma Rede Verde (Europeia), 2000-09-12).


Programa do evento

Clicar para ampliar



As inscrições no Workshop decorrem até dia 19 de Junho.

Ficha de Inscrição

Enviar até 19 de Junho, para:

Rede Ferroviária Nacional REFER EP
Direcção do Património Imobiliário
Estação de Santa Apolónia
1100-105 LISBOA
Tel. 211 022 031
Fax. 211 022 370
lssilvestre@refer.pt

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo - CCDRA
Estrada das Piscinas, 193
7004-514 ÉVORA
Tel. 266 740 363 / 321
Fax. 266 706 562
maria.ferreira@ccdr-a.gov.pt


Fonte do texto e imagens: REFER