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terça-feira, janeiro 05, 2010

A Federação Canária de Montanha retirou toda a sua rede de percursos pedestres do "Catálogo de Senderos do Estado Espanhol"


A Federação Canária de Montanha (FCM) retirou toda a sua rede de percursos pedestres, com mais de mil km de extensão no total, do "Catálogo de Senderos del Estado Español". O motivo, afirma a FCM, é o mal estado de mais de 600 kms de caminhos do total de mais de mil que possui a rede. A decisão foi tomada depois do Conselho do Meio Ambiente de Espanha ter ignorado as reiteradas advertências sobre a necessidade de rever os percursos pedestres das Canárias antes que ocorra um acidente.

A Rede de Percurso Pedestres das Canárias começou a ser implementada no ano 2000 e os mais de mil kms da rede converteram-se numa referência para os praticantes de toda Europa que chegam aos milhares ao arquipélago. Por este motivo, a ERA-FERP, elegeu o arquipélago para celebrar o seu 40º Congresso Geral que teve lugar no passado mês de Outubro, em La Palma.

Em Espanha este não é o primeiro caso do género: Navarra eliminou do catálogo todos as suas GRs devido à má conservação; a Federação de Madrid, também descatalogou há uns anos muitos dos percursos pedestres da região. E há poucos anos, a Federação Galega descatalogou um terço dos percursos pedestres homologados galegos.

Baseado no artigo da editora Desnível

Apostar no Pedestrianismo para superar a crise económica actual

O seguinte artigo foi traduzido do site da editorial Desnível (Espanha):



Apostar no Pedestrianismo para superar a crise


Desde os Estados Unidos chega a teoria de que os caminhantes se multiplicam nos momentos da crise. Em Espanha também procura-se promover as caminhadas para fugir do stresse desta má época

O Wall Street Journal evidencia a recente multiplicação dos caminhantes que fazem o Appalachian Trail, uma das rotas pedestres mais famosas do mundo, um percurso construída e mantida por voluntários que se serpenteia mais de 3 400 kms através das Montanhas dos Apalaches do estado da Geórgia até o Maine.

Alguns norte-americanos decidiram poupar usando o caminho para a aventura. Sapatilhas de caminhada, roupas leves, uma mochila, e pronto.

Na Appalachian Trail a alimentação e estadia em hotéis é muito mais barata do que a vida da cidade. Aqueles que vivem na área de passagem dos caminhantes oferecerem as suas casas ou comida em troca de ajuda nas suas fazendas, nos seus negócios, ou nas suas casas. É uma troca em que todos estão saem beneficiados.

Esta maneira de “viver” no meio rural, como afirma um dos caminheiros está bem vista socialmente: «consideram-te um aventureiro, ao invés, se pretendias ter a mesma conduta na cidade, serias visto como um desocupado»

[Ver artigo aludido no Wall Street Journal]



Na Espanha
Em Espanha, a Deputação de Granada também aposta no pedestrianismo como uma maneira de escapar da crise. É uma maneira barata de fazer desporto e turismo, ao mesmo tempo, além de uma via de escape ao para stress laboral e económico resultante da crise.

Assim, o Deputação, apesar da difícil situação económica, renova a sua aposta com a prática deste desporto na província. Mais de 6 mil praticantes nesta temporada irão participar nos três programas que a instituição dedica ao pedestrianismo.


O programa “Caminando por los senderos de Granada”, que começou em Novembro passado, com passeios pedestres a Monachil e Huélago, percorrerá doze rotas de montanha da província e contará com a participação de 2 450 caminheiros.

Todos as vagas da primeira caminhada foram preenchidas. O programa “Promoción del Senderismo Municipal" oferece aos municípios da província passeios pedestres guiados com transporte gratuito a partir do próprio município até às rotas propostas.

O período de inscrição terminou no final de Novembro e prevê-se uma participação total de 3.750 caminhantes, distribuídos em 75 saídas . E para finalizar esta proposta, a Deputacão de Granada actualiza anualmente seu “Guía Provincial de Senderos”, que inclui 106 rotas na província, com uma extensão entre 15 a 25 km, documento essencial para os fãs das montanhas e caminhadas.

Sem dúvida, depois de iniciativas como a da Deputacão de Granada, quem não se desliga da crise envolvendo-se em caminhadas é porque ele não quer."

Fonte: Desnível - 17/12/2009


quarta-feira, dezembro 09, 2009

Guia de Senderos Galiza 2009 online

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Manuais de Senderismo online

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segunda-feira, abril 27, 2009

IBERSENDER 2009 - Encontro Ibérico de Pedestrianismo, em Arcos de Valdevez, de 10 a 14 de Junho. Organização cooordenada pelo Clube Celtas do Minho.

O IBERSENDER 2009, a 1ª edição deste Encontro Ibérico de Pedestrianismo, decorrerá no município de Arcos de Valdevez, nas serras da Peneda-Soajo, de 10 a 14 de Junho. Este evento ibérico será organizado pelo Clube Celtas do Minho e conta com a parceria, pelo lado da vizinha Espanha, do Club Alpino Madrileno, tendo o apoio do Município de Arcos de Valdevez, da ARDAL e da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada e conta ainda, com a estreita colaboração da ADERE – Peneda Geres e do Parque Nacional da Peneda-Gêres.

Os objectivos do IBERSENDER são, fundamentalmente, promover este território de montanha incluído no Parque Nacional da Peneda-Gerês, promover a rede de percursos pedestres existente e fomentar o convívio e a troca de experiências entre os participantes.

Este evento será uma grande festa para o pedestrianismo europeu, no âmbito do programa “Walking with Neighbors” promovido pela FERP/ERA (Federação Europeia de Percursos Pedestres).


O território de Arcos de Valdevez foi escolhido pelo Clube Celtas do Minho, para arrancar com o 1o IBERSENDER, por constituir um destino preferencial para todo o praticante e amante dos desportos de montanha especialmente para os inúmeros adeptos do pedestrianismo, que encontram aqui um considerável número de itinerários para todos os gostos: pequenas e grandes rotas, rotas de montanha, percursos interpretativos, arqueológicos, etnográficos, ecológicos e desportivos.

O território do Concelho de Arcos de Valdevez é desde sempre um espaço de destino dos praticantes dos desportos de montanha, onde o pedestrianismo apresenta o maior índice de procura. Fruto desta procura, entidades como o Parque Nacional da Penedia Geres, que neste espaço de montanha criou os primeiros percursos marcados e sinalizados, a ADERE-Peneda Geres que contribuiu para um novo despoletar dos percursos pedestres em convergência com a European Ramblers Association e ultimamente, num trabalho notoriamente impulsionador do livre acesso à montanha com politicas e acções de desenvolvimento sustentável, estabelecidas na Carta de Montanha dos Arcos de Valdevez, a ARDAL que, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, tem vindo a desenvolver, um esforço titânico, na criação de equipamentos que contribuam para o acesso, a dispersão controlada de quem visita a região e a diversificação económica.

Este concelho insere-se por sua vez no Alto Minho que é por excelência o solar dos percursos pedestres, onde os dez concelhos que constituem esta região se encontram, ano após ano, a expandir as suas redes municipais de percursos, para receber um número de praticantes pedestrianistas cada vez mais numeroso. Os percursos pedestres no Alto Minho, devido à paisagem diversificada da região, ao seu conservado património, aos costumes e tradições, aos produtos locais e às características climáticas, têm-se tornado um produto turístico de elevada atracção, sendo hoje um destino do turismo ou desporto pedestre.

Fonte: Clube Celtas do Minho


quarta-feira, março 19, 2008

IX Rota do Contrabando / Ruta del Contrabando, Nisa - Cáceres, dia 15 de Março, com 250 participantes (150 portugueses e 100 espanhóis)


"Decorreu no passado sábado, 15 de Março de 2008, mais uma edição daquela que se afigura como a iniciativa de maior referência da Inijovem e umas das de maior impacto realizadas no Concelho de Nisa, – o Percurso Pedestre Transfronteiriço em Travessia “Rota do Contrabando – Ruta del Contrabando- , que este ano completou 9 anos a calcorrear os agrestes trilhos do Contrabando, ligando a Freguesia de Montalvão ao Ayuntamiento de Cedillo, na vizinha Estremadura espanhola.

Entre caminheiros e organização estiveram envolvidas mais de 300 pessoas: 250 caminheiros, 12 guias, 1 socorrista dos Bombeiros Voluntários de Nisa, 2 viaturas TT, 1 viatura TT da Protecção Civil Municipal de Nisa, 6 embarcações, 1 ambulância, 3 autocarros, 1 viatura da Guarda Civil Espanhola, 6 pessoas no Secretariado e 5 pessoas responsáveis pelo almoço.

Os caminheiros acorreram dos mais variados pontos de um e doutro país: de Portugal vieram 150 participantes de Nisa, Castelo de Vide, Gavião, Portalegre, Elvas, Castelo Branco, Fundão (Caminheiros da Gardunha), Covilhã, Leiria, Marinha Grande, Lisboa, Montijo, Sintra, Vila Franca de Xira, Vagos e Fafe (Cercifaf/Restauradores da Granja), representando em termos percentuais 36% de caminheiros do Concelho de Nisa e 64% de caminheiros do resto do país. De assinalar também que 35,5% do total de caminheiros portugueses eram sócios da Inijovem.

De Espanha vieram 100 participantes, de Villanueva de la Serena (Badajoz), Cedillo (Cáceres), Cáceres, Alburquerque (Badajoz), Valencia de Alcantara (Cáceres), San Vicente de Alcantara (Badajoz), Arroyo de la Luz (Cáceres), Alcantara (Cáceres), Romangordo (Cáceres) e Miajadas (Cáceres), o que em termos percentuais significa que estiveram 41% de Cedillo e 59% dos restantes pontos de Espanha.

No respeitante a grupos etários, de referir que destes 250 caminheiros, 19% tinham entre 12 e 30 anos, 23% tinham entre 30 e 40 anos, 32% entre 40 e 50 anos, 19% tinham entre 50 a 60 anos, 6% tinham entre 60 e 70 anos e 1% mais de 70 anos de idade. No respeitante à participação por sexo, registou-se um grande equilíbrio, cerca de 50% homens e 50% mulheres.



Relativamente ao percurso, mais uma vez a Rota cruzou caminhos e trilhos diferentes de outros anos, como ficou provado pela travessia do Rio Sever na Fonte da Bica e a subida no lado espanhol pela Sevillana, junto ao limite de uma coutada de caça. Voltando ao inicio, o Secretariado abriu as portas às 08h00 da manhã no Recinto das Festas de Montalvão, onde funcionou também o estacionamento das viaturas. Após a confirmação de todas as inscrições, os Caminheiros dirigiram-se para o interior do Castelo Templário de Montalvão, onde se deu inicio ao percurso cerca das 09h00, não sem antes ter lugar o habitual “briefing” de boas vindas e breves explicações sobre o percurso pela Organização.

A “IX Rota do Contrabando – Ruta del Contrabando” percorreu 3,5 km em solo português saindo do Castelo Templário de Montalvão – EN369-3 – Ruínas da Capela de Santa Margarida (PR7: Entre Azenhas) – Couto das Perdizes e Fonte da Bica onde se registou a travessia de barco do Rio Sever, para depois se percorrerem em território espanhol 10,5 km, começando pela respeitável subida da Sevillana – La Regañada – Camino de la Loma – Casa Mayamao (ruínas) – Camino del Molino de Enmedio – Camino del Ferrañon - Regato del Pueblo – Calle del Murillo – Plaza de la Constitución – Calle Juan Carlos I e Centro Cultural “El Cáson”.

À entrada em Cedillo, o imenso grupo de Caminheiros foi ovacionado com fervor pelos Bombos de Nisa e, até ao “Cáson”, a população local acorreu em força às portas e janelas a saudar os Caminheiros. Seguiu-se a foto de grupo, a entrega das lembranças e o almoço convívio. Durante e após o repasto, mais um singular momento de animação, com o popular grupo Nisense “Domingos & Dias Santos”, que se prolongou pela tarde fora, mesmo depois dos Caminheiros de mais longe iniciarem o regresso a suas casas.

Ficou a impressão geral, pelo menos a avaliar pela opinião da maioria dos participantes, de que a organização esteve, uma vez mais, à altura dos acontecimentos, factor sempre de forte motivação para novas actividades. É claro que a este balanço final francamente positivo não é alheio todo o forte dispositivo de apoio logístico antes e durante o evento, o patrocínio e colaboração de algumas entidades e empresas e mais uma vez a notável colaboração de um grupo de voluntários sócios da Inijovem.

Não queremos deixar de assinalar e agradecer as presenças dos representantes da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (companheiros Carlos Oliveira, Jorge Vieira, Francisco Leitão, Catarina Costa e o Técnico de Pedestrianismo Ruben Jordão), do Ex. Sr. Presidente da Diputación de Cáceres Don Juan Andrés Tovar Mena, da Vice-presidente da Câmara Municipal de Nisa, Maria de Fátima Moura, do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, Sr. António Costa, que marcou presença até à Fonte da Bica no Rio Sever. O Alcaide de Cedillo, Don António Riscado, presença assídua neste evento, esteve ausente em virtude de problemas de saúde de uma familiar, a quem aproveitamos a oportunidade para desejar rápidas melhoras.

Tratou-se de uma actividade realizada em parceria entre a Inijovem, através da sua Secção de Campismo e Montanhismo, e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, daí a IX Rota do Contrabando estar, uma vez mais, integrada no Calendário Nacional de Actividades deste Organismo Federativo."


Fontes:
Texto :
Vila de Nisa
Imagem: Inijovem


Mais informações sobre a Rota do Contrabando /Ruta del Contrabando

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

IX Rota do Contrabando - Percurso Pedestre Transfronteiriço Montalvão (Nisa) - Cedillo (Cáceres), dia 15 de Março, organizado pela INIJOVEM


A "IX Rota do Contrabando / Ruta del Contrabando", um Percurso Pedestre Transfronteiriço em Travessia, vai realizar-se no próximo dia 15 de Março, entre Montalvão, no concelho de Nisa, e Cedillo, na Diputación de Cáceres, Espanha.

Esta actividade é organizada pela INIJOVEM - Associação para Iniciativas Para a Juventude de Nisa



Programa:

8h30 Concentração dos participantes no Recinto da Festa de Montalvão, junto à Praça de Touros, e o cumprimento das formalidades do Secretariado. Com zona de Estacionamento
9h00 Inicio da Caminhada
A caminhada seguirá por caminhos semi-selvagens, trilhos de pé posto, caminhos rurais e alguns curtos troços de estrada alcatroada.
Após o 1º Ponto de reabastecimento (barrinhas, fruta e água), segue-se a travessia do Rio Sever em barco, e, no final da subida desde o rio, o 2º Ponto de Reabastecimento (água).
14 horas Almoço de convívio irá decorrer em Cedillo


Onde há raia há contrabando. E há também histórias de contrabando. Histórias contadas pelas pessoas que, no escuro da noite, seguiam por caminhos traçados e imaginados em direcção à raia

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Inscrições e Informações:
INIJOVEM - Associação para Iniciativas Para a Juventude de Nisa
R. Marechal Gomes da Costa, 12
Apartado 66
6050-999 Nisa

Tel: 00-34-245 413 671
Fax: 00-34-245 413 671
Tlm: 934777814 ; 934777818

inijovem@gmail.com

Blog: http://ixrotacontrabando.blogspot.com


Inscrições limitadas a 250 pessoas e abertas até ao próximo dia 12 de Março.


Ficha de Inscrição
(clicar para ampliar)




Fonte do texto e imagens: INIJOVEM



Rota do Contrabando - edição 2007


terça-feira, janeiro 22, 2008

39º Passeio Pedestre Rota do Imperador Carlos V, dia 3 de Fevereiro, em Jarandilla de la Vera (Espanha), organizado pelo Município de Proença-a-Nova

39º Passeio Pedestre Rota do Imperador Carlos V

3 de Fevereiro
Jarandilla de la Vera (Espanha)


Local de concentração: junto ao Auditório Municipal de Proença-a-Nova (4h45)

Este passeio pedestre de Fevereiro associa-se ao grande evento anual em Jarandilla de la Vera (Espanha) dedicado ao Pedestrianismo. O Passeio, com cerca de 3h de caminhada, 10km de distância, linear e de grau de dificuldade baixa, é a "Ruta del Imperador", dedicada ao Imperador Carlos V, que celebra, este ano, 450 anos da sua morte. Este caminho foi o mesmo que Carlos V realizou desde Jarandilla de la Vera até ao Mosteiro de Yuste, em 3 de Fevereiro de 1557, o último trajecto desde um longo percurso que efectuou desde 5 de Outubro de 1556 de Laredo, junto ao Mar Cantábrico, até ao mosteiro de Yuste.

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O programa desse dia encontra-se disponível no Posto de Turismo de Proença-a-Nova, e comprenderá representações teatrais, muita animação, e o próprio percurso. Não esqueça o calçado prático e roupa apropriada (aconselha-se a levar uma muda de roupa para qualquer eventualidade). Cada participante deverá levar um pic-nic (que poderá ficar no autocarro) pois a chegada a Proença-a-Nova está prevista por volta das 22h00. Este passeio deverá ser pago no acto da inscrição correspondendo, apenas, ao custo do transporte. As inscrições, limitadas a 50, deverão ser efectuadas até ao dia 1 de Fevereiro (limite máximo de inscrição).

Esta Rota é um ameno percurso para desfrutar da natureza de Vera, onde nos podemos deleitar com o fragor do canhão do rio Jaranda no começo do nosso percurso, ao sair de Jarandilla de la Vera, e desfrutar das maravilhosas vistas da serra. Observaremos pequenas plantações de pimento e tabaco, bem como de figueiras, oliveiras, cerejeiras, e tampouco faltarão carvalhos, brezos ou jaras.



Aldeanueva de la Vera, será o segundo 'pueblo' que atravessaremos, onde nos poderemos refrescar na peculiar e afamada fonte dos Ocho Caños. Desde a ponte el Tejar desfrutaremos do canhão do rio Guachos onde os pinheiros, amieiros, freixos e choupos nos envolverão num suave abraço.
Cuacos de Yuste, perto do fim do itinerário, onde a sua arquitectura típica é um autêntico deleite para a vista e os sentidos, foi declarada Conjunto Histórico-Artístico. Na subida ao Mosteiro de Yuste passaremos pelo cemitério Alemão.

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Contactos:
Município de Proença-a-Nova
Largo Dr. Pedro da Fonseca
6150-518 Proença-a-Nova

Tlf: 274 670 000
Fax: 274 672 697
Tlm. 939623269

geral@cm-proencanova.pt


segunda-feira, setembro 17, 2007

Inaugurada rota transfronteiriça entre a Aldeia do Bispo e Valverde del Fresno, dia 17 de Agosto. Juntou 110 participantes, portugueses e espanhóis


No passado dia 17 de Agosto foi inaugurado o percurso pedestre transfonteiriço da "Rota do Malhão", entre a Aldeia do Bispo (concelho de Sabugal) e Valverde del Fresno.

Baseada num antiga rota de contrabando este percurso pedestre Rota do Malhão é um itinerário estabelecido e projectado pela Associação Raiar com o intuito de assinalar os caminhos da serra de Aldeia do Bispo e que têm uma beleza invulgar seja pela natureza, flora, fauna, paisagem, barrocos e construções como moinhos, “choços” ou sepulturas antropomórficas. O percurso está devidamente assinalado pelas indicações feitas em tabuletas de madeira, conforme os parâmetros internacionais dos percursos pedestres.

Foram muitos os participantes, 53 portugueses e 57 espanhóis vindos de Valverde.

Após o “mata-bicho” feito pelas 7 horas, no Restaurante “o Enxido” o grupo português partiu da praça subindo o caminho do Valongo. À saída da aldeia, a passagem pelo marco miliário de granito, de forma cilíndrica, que assinala o início do percurso. Subindo a serra por caminhos, hoje quase intransitáveis, mas outrora muito percorridos, que ligavam aos Fóios, Vale de Espinho e Quadrazais o grupo foi seguindo as indicações das tabuletas, que passo a passo, assinalam pontos de interesse como a nascente da Ribeira de Aldeia do Bispo, afluente do Rio Águeda. A última parte desta subida foi feita junto do limite do perímetro florestal da freguesia de Aldeia Velha. No alto da Matança, em cima da mesa panorâmica de granito, então inaugurada, pudemos observar a excelente paisagem da Meseta Ibérica, formada pela cordilheira do sistema central e pelas terras leonesas do Águeda e Ribacôa.

Os amigos espanhóis, rigorosamente equipados e experientes neste tipo de caminhada, não puderam iniciar a caminhada em Aldeia do Bispo devido a obras na estrada de Navesfrías a Casilhas, que impediu a passagem do autocarro, tiveram de alterar o itinerário tendo-se agrupado mais tarde ao grupo português no miradouro da Matança.


O grupo, agora reunido, foi percorrendo o cume da serra a mais de 1100 metros de altitude e descendo levemente para depois do Malhão e após passagem por um marco miliário, começar a subir por estrada alcatroada até à nascente do rio Côa, em plena Serra das Mesas. Após breve paragem e passando pelo Lameirão iniciou-se uma outra etapa, na direcção da Serra da Malcata, circundando a aldeia dos Fóios, seguindo os marcos da fronteira, percorrendo os cumes das serras, com subidas e descidas por vezes íngremes.

Do alto destas serras da reserva da Malcata, sem linces à vista, o horizonte paisagístico é excelente. A norte, o início do vale do Côa, a sul, as paisagens dos vales e planícies da Extremadura setentrional. A chegada ao Piçarrão, já próximo do limite da freguesia de Vale de Espinho foi um momento para retemperar as forças e prepararmo-nos para a descida a Valverde.

A descida do Piçarrão, outrora percorrida por contrabandistas, que nos levou a descer até aos cerca de 550 metros de altitude, foi a ultima etapa com descidas acentuadas com vales profundos no meio de pinhais, e a flora mais mediterrânica como os medronheiros e oliveiras. O calor aumentou e o cansaço tornou-se mais visível nas faces queimadas pelo sol e nos passos difíceis pelos carreiros cheios de um pó fino que se entranhava pelo corpo. Ao fundo estava a meta: a piscina fluvial, onde sedentos cansados e alegres se cuidou e alimentou o físico dos participantes que pouco a pouco foram chegando após percorrer mais de 32 km de um percurso de dificuldade elevada. Valeu a pena.

No final, ficaram os agradecimentos aos participantes e sobretudo ao Ayuntamiento de Valverde del Fresno pela colaboração no serviço prestado na piscina fluvial e na disponibilização do autocarro que, via Penamacor, levou os caminhantes até Aldeia do Bispo.

O percurso pedestre, segundo as normas internacionais e nacionais, iniciado pela Raiar em Aldeia do Bispo e que se espera que, nos próximos três anos, se possa alargar outras aldeias limítrofes em colaboração com associações e autarquias é um traçado que visa fomentar o turismo e o conhecimento da zona raiana. Segundo o mentor do projecto, Manuel Luís Gonçalves, da Raiar, os percursos na zona raiana são uma novidade. A nível regional só existem em Idanha-a-Nova e em Sortelha. No norte do País são conhecido o das estradas romanas, o caminho de S. Tiago e os percursos dos parques naturais.

Carlos M Fernandes


Fonte do texto e foto: jornal "Cinco Quinas" - 3-9-007


quarta-feira, setembro 12, 2007

Passeios Pedestres na Via Algarviana e na "Via Verde del Guadiana", dia 22 e 23 de Setembro, promovidos pela Associação Almargem, de Alcoutim

Vão-se realizar dois passeios pedestres, um na Via Algarviana e outro na "Via Verde del Guadiana", organizados pela Associação Almargem e com apoios da Câmara Municipal de Alcoutim, da associação "In Loco", da Via Algarviana, e da MoviJovem

Realiza-se dia 22 de Setembro (Sábado), o Percurso pedestre no concelho de Alcoutim. Caminhada em troço da Via Algarviana, entre esta vila e o lugar de Corte Tabelião. Caminhada marcada por belas paisagens do rio Guadiana, pela passagem por aldeias típicas da região e a visita a monumentos megalíticos, como seja os menires do Lavajo.

O passeio tem partida da Corte Tabelião, em Alcoutim, às 09h30 (concentração prévia: 8h30 Alcoutim) e estende-se por 18 quilómetros da Via Algarviana até à chegada à capital do concelho. Às 17h00 terá lugar um pequeno lanche, e às 18h30 um passeio nocturno ao património de Alcoutim, com apoio de lanternas. Às 20h30 os participantes terão uma merecida pausa para o jantar.



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No dia 23 de Setembro (Domingo), a caminhada irá continuar já no lado de Espanha, em que se irá testar a possível ligação da Via Algarviana a Espanha, a "Via Verde del Guadiana". A partida está marcada para as 9h00, com uma travessia de barco de Alcoutim para Sanlúcar de Guadiana, seguida de transporte para as Minas de Sta. Isabel, às 10h30 (hora espanhola).
Às 11h00 terá início o percurso Minas de Sta. Isabel – Puerto de La Laja (um centro ecológico que será visitado pelos turistas pedestres), com a extensão de 17 km. Às 16h00 é hora para um lanche reforçado, no Puerto de la Laja, em baú Ksar, a que se seguirá uma palestra com o título “E4 Espanha-Portugal”, com entidades e federações de pedestrianismo. O regresso está agendado para as 18h00.

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Inscrições (para ambos os percursos):
Associação Almargem
Telef. 289412959
Fax 289414104
almargem@mail.telepac.pt

www.viaalagarviana.org


Fonte: Via Algarviana