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sexta-feira, junho 01, 2007

Cerca de 500 participantes na inauguração do PR8 “Rota do Ouro Negro” de Arouca, dia 27 de Maio.

No dia 27 de Maio teve lugar a inauguração do novo percurso pedestre de Pequena Rota (PR8) “Rota do Ouro Negro”, no monte da Pena Amarela, que contou com cerca de meio milhar de participantes.


Este percurso linear, de 6 Km de extensão, incluído na ampla rede de percursos implementados ao longo dos últimos anos no Município de Arouca, serviu durante a 2ª Guerra Mundial como um atalho que levava os trabalhadores às minas (não concessionadas) de volfrâmio, perto de Rio de Frades, no monte da Pena Amarela (daí serem conhecidas por minas da “Pena Amarela”). Durante a denominada “Febre do Volfrâmio” o contrabando deste minério fazia-se ao longo destes maus acessos pelos chamados “pilhas”. Mais tarde, em 1953, estas minas foram concessionadas e exploradas até 1988.

A área atravessada pelo PR caracteriza-se por possuir vales bastante encaixados onde no seu fundo flúem ribeiras como a Cobela ou a Pena Amarela. O percurso linear inicia-se no pequeno lugar de Fuste, na freguesia de Moldes

A reprodução das fotos deste post teve permissão do respectivo autor ( darasola.blogs.sapo.pt )

sexta-feira, maio 11, 2007

Inauguração de novo Percurso Pedestre PR8 – “Rota Do Ouro Negro” , na Serra da Freita, pela Câmara Municipal de Arouca, dia 27 de Maio.

"Domingo, dia 27 de Maio, será feito o percurso inaugural do PR8 - ´Rota do Ouro Negro´, proposto pela Câmara Municipal de Arouca. Este percurso propõe ao pedestrianista uma viagem ao passado mineiro, em busca do tão cobiçado ´ouro negro. Pelos aspectos geológicos que se encontram ao longo do percurso, que contribuem para a valorização do futuro Geoparque Arouca, a comunidade científica também já demonstrou interesse em conhecer melhor o PR8 – ´Rota do Ouro Negro´.

De Fuste a Rio de Frades, a caminhada passa pelas minas da Pena Amarela, onde se encontram dezenas de bocas de minas que testemunham antigas explorações clandestinas. Muitas vezes vemos e pisam-se filões de quartzo que contêm a mineralização.

Todos aqueles que demandaram a serra sem contrato nem projecto definido na procura do volfrâmio eram conhecidos por “pilhas”. No tempo da dita “Febre do Volfrâmio”, e no que se refere à população arouquense, terão sido mais os que andaram na “pilha” do que aqueles que optaram pela dura profissão de mineiro. No período auge da guerra, os ´pilhas´ aventuraram-se a abrir a picareta a dura rocha na esperança de encontrar o ´ouro negro´ que lhe permitiria fazer uma pequena fortuna (Vilar, 1998).

Mais tarde, em 1953 estas minas foram concessionadas tendo sido obtido o alvará para a chamada Pena Amarela nº 1 e Pena Amarela nº 2. Mais tarde, a falta de escoamento do produto levou, tal como todas as outras minas de volfrâmio em Arouca, ao seu abandono em 1988.

Além de toda a carga histórica e mineira que aqui se respira, o arranjo cénico da paisagem envolvente é também inesquecível. A paisagem é marcada por vales fortemente encaixados onde correm águas límpidas e cristalinas como a ribeira da Cobela e a Ribeira da Pena Amarela, que confluem ali bem perto. A ribeira da Cobela forma até uma queda de água que prende o olhar do pedestrianista.

A concentração será às 8h45, junto à Câmara Municipal de Arouca. O percurso inicia-se junto à Capela de Fuste (Moldes). Deverá levar farnel para o almoço, roupa e calçado confortáveis.

A inscrição neste percurso é obrigatória e pode ser feita de 14 a 23 de Maio, pessoalmente ou pelos telefones: 256 940220 (Câmara Municipal – Otilia Vilar; Cláudia Monteiro) ou 256 943575 (Posto de Turismo).

Fonte do texto e imagem: Câmara Municipal de Arouca