Mostrar mensagens com a etiqueta Geoparque Arouca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Geoparque Arouca. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, abril 27, 2009

Festival de Pedestrianismo em Arouca de 23 e 24 de Maio engloba inauguração da Grande Rota – GR 28 com 90 km de extensão.


O Festival de Pedestrianismo em Arouca irá ter lugar a 23 e 24 de Maio
, inserido no programa Arouca 360.º. O Festival propõe a realização simultânea dos 13 percursos pedestres de Arouca, cada um deles com um máximo 100 pessoas, e deste modo serão ao todo 1300 pessoas a caminhar em Arouca, ao mesmo tempo. Os percursos serão conduzidos por monitores, alunos dos Cursos Profissionais de Técnico de Turismo e Animador Sociocultural da Escola Secundária de Arouca, entidade parceira do evento. (AGA - Associação Geoparque Arouca e Câmara Municipal com apoio da Escola Secundária de Arouca).

Para que no final de cada caminhada se fomente o convívio, prevê-se a concentração de todos os pedestrianistas no centro da Vila de Arouca. Toda a logística só é possível se cada percurso tiver uma duração semelhante. Para isso, a organização irá reduzir alguns dos percursos, tornando-os mais curtos e mais fáceis, transformando alguns deles de circulares para lineares.



A Câmara Municipal de Arouca foi uma das entidades pioneiras no país a reconhecer a importância do pedestrianismo, iniciando em 2001 o lançamento de uma rede de percursos pedestres de pequena rota, tida hoje como exemplo em diversas formações.

Os 13 percursos pedestres de Arouca rasgam montes e serras, atravessam aldeias e acompanham o curso serpenteante de rios e ribeiros do Concelho. São trilhos decalcados sobre caminhos que falam de um passado ligado ao amanho da terra e nos revelam recantos escondidos onde a natureza se revela em todo o seu esplendor.

O pedestrianismo no aspecto ambiental e de protecção da natureza permite o conhecimento e a sensibilização ambiental promovendo a protecção da natureza. É um pretexto para a conservação dos caminhos, das fontes, calçadas, lugares de interesse histórico e outros locais outrora com vivências magníficas. Estimula a observação do meio natural, a observação da fauna e flora, promovendo o seu respeito e admiração e influência a conservação e protecção do meio rural cujas pessoas e modos de vida são o nosso património mais importante. No aspecto do turismo cultural, o pedestrianismo aproxima as pessoas ao meio rural, promovendo-o. Recupera os caminhos antigos para novos usos podendo revitalizar a economia das regiões rurais e de montanha, dinamizando iniciativas que complementam a economia ligada às actividades tradicionais. Fomenta o intercâmbio cultural e contribui para a rentabilização da oferta hoteleira, restauração, alojamento rural, turismo de habitação, campismo, entre outros.



PROGRAMA


23 de Maio - Sábado

08h00 – Ponto de encontro no parque da feira,
Abertura do secretariado com entrega de lembranças e encaminhamento dos participantes para os autocarros (Recinto da Feira)

08h30 – Saída dos autocarros para os vários percursos.

09h15 – Início dos Percursos

14h00 – Merenda convívio no parque da feira.
(Cada participante deve trazer petiscos ou bebidas para a merenda convívio)

15h00 – Animação com oficina de dança

18h00 – Encerramentos das actividades

20h00 – Jantar livre

21h00 – Pedestrianismo fora de horas nos bares de Arouca


Pequenas Rotas a percorrrer


PR-1. Caminhos do Montemuro
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 10 km, em circuito

PR-2. Caminhos do Vale do Urtigosa
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 11 km, em circuito

PR-3. Caminhos do Sol Nascente
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 13 km, em circuito

PR-4. Cercanias da Freita
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 13 km, em circuito

PR-5. Rota das Tormentas
Nível de Dificuldade: Médio/alto (requer a prática de caminhar)
Distância a percorrer: cerca de 9 km, linear

PR-6. Caminho do Carteiro
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 6 km, linear

PR-7. Nas Escarpas da Mizarela
Nível de Dificuldade: Alto (com desníveis muito acentuados e trilhos íngremes)
Distância a percorrer: cerca de 7 km, em circuito

PR-8. Rota do Ouro Negro
Nível de Dificuldade: Médio/alto (com um desnível acentuado e alguns trilhos arriscados)
Distância a percorrer: 6 km, linear

PR-9. Rota do Xisto
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 10 km, linear

PR-13. Na Senda do Paivô
Nível de Dificuldade: Fácil
Distância a percorrer: cerca de 5 km, linear

PR-14. Aldeia Mágica
Nível de Dificuldade: Médio/alto
Distância a percorrer: cerca de 7 km, linear

PR-15. Viagem à Pré-História
Nível de Dificuldade: Fácil
Distância a percorrer: cerca de 11 km, em circuito

PR-16. Caminhada Exótica
Nível de Dificuldade: Médio/baixo
Distância a percorrer: cerca de 9 km, em circuito



24 de Maio - Domingo

08h00 – Ponto de encontro no parque da feira,
Abertura do secretariado com entrega de lembranças e encaminhamento dos participantes para os autocarros (Recinto da Feira) *

08h30 – Saída dos autocarros para o percurso, GR-28.

09h15 – Inauguração da Grande Rota – GR 28
Serão apenas percorridos 15 km dos 90 km que compõem o percurso.
Nível de Dificuldade: Médio
Distância a percorrer: cerca de 15 km, linear

14h00 – Merenda convívio no parque da feira
(Cada participante deve trazer petiscos ou bebidas para a merenda convívio)

15h00 – Animação com oficina de dança

18h00 – Encerramentos do Festival de Pedestrianismo

(Nota: A organização disponibiliza um espaço “Pedrinhas Carpinteiras” com acompanhamento de monitoreS/animadores, no parque da feira, que se destina aos acompanhantes/crianças que não possam fazer o percurso.)

*Nota: Só se pode inscrever na Grande Rota quem se inscrever no sábado 23 num dos 13 percursos de P.R.




Inscrições online (aceder)

Taxa de Inscrição Gratuita

Recomendações:
Cada participante deve trazer petiscos ou bebidas para a merenda convívio
Calçado e vestuário confortável e apropriado.
Chapéu e protector solar, em caso de sol ou corta-vento e impermeável, em caso de chuva

Alojamento e Restauração com desconto de 15% para participantes no evento “Arouca 360º eventos”



Fonte: Geoparque Arouca

quarta-feira, abril 22, 2009

Geoparque de Arouca reconhecido pela UNESCO como Património Geológico da Humanidade


O Geoparque de Arouca integra desde hoje a Rede Europeia de Geoparques que, sob a tutela da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reúne todos os territórios considerados património geológico da Humanidade.

Inaugurado a 5 de Dezembro de 2007, o Geoparque de Arouca envolve uma área de 327 quilómetros quadrados e abrange um total de 41 geo-sítios - termo técnico para os "sítios com interesse geológico" que, segundo a UNESCO, têm "particular importância pelo seu carácter científico, raridade, encanto estético ou valor educacional".

No património de Arouca destacam-se as pistas fósseis dos quartzitos do vale do Paiva, e, sobretudo, duas ocorrências geológicas apontadas pelos especialistas como únicas no mundo: as trilobites e as pedras parideiras.

Em causa está "um território de excepção", como observa o paleontólogo Artur Sá, coordenador científico do Geoparque de Arouca e docente do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

"Com a integração na Rede Europeia de Geoparques", refere o paleontólogo, "Arouca passa a ter um selo de garantia da UNESCO, uma prova de que reconhecem internacionalmente as qualidades do nosso território e das nossas valências".

O funcionamento em rede deverá agora "permitir o desenvolvimento de conhecimentos científicos e educativos que promovam, para além das fronteiras de cada país, os territórios de excepção que há na Europa e no mundo".

Artur Sá acredita, aliás, que a adesão do Geoparque de Arouca à Rede Global de Geoparques depende agora "de um mero pro forma".

O principal já foi feito. "Tivemos muito trabalho a nível da inventariação do território e do levantamento das suas ocorrências geológicas, mas o projecto contou desde a primeira hora com o apoio das pessoas que estão no terreno e das forças políticas do concelho de Arouca".

Esse envolvimento deve-se ao facto de que "em causa não está um parque nacional nem um parque natural, mas um território que coincide com todo o município de Arouca e que é feito por pessoas, para as pessoas".

Os geoparques da rede da UNESCO têm, afinal, que obedecer a uma estratégia de desenvolvimento sustentável que justifica que o seu património geológico funcione "como uma base agregadora das sinergias da região".

"Geologia, gastronomia, cultura, indústria - tudo cabe no geoparque", afirma Artur Sá. "Queremos um despertar pleno desta região para as pessoas que nos visitam".

A integração do Geoparque de Arouca na rede da UNESCO já foi aprovada há algumas semanas, mas a escolha do dia 22 de Abril para divulgação do facto "não foi ao acaso". Segundo o coordenador científico do projecto, "esta fica a ser a data oficial da integração, para coincidir com o Dia Mundial da Terra e o Dia Nacional do Património Geológico".

O Geoparque de Arouca torna-se assim, acrescenta o paleontólogo, "a 34.ª estrela no mapa da Rede Europeia de Geoparques".

O processo foi iniciado em Agosto de 2008 e a avaliação do território pelos peritos da UNESCO foi feita em Fevereiro de 2009.

O Geoparque de Arouca é o segundo projecto do género em Portugal, a seguir ao Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que também integra a rede da UNESCO, desde Julho de 2006.

Fonte: jornal Público -22-04-009

sexta-feira, maio 11, 2007

Inauguração de novo Percurso Pedestre PR8 – “Rota Do Ouro Negro” , na Serra da Freita, pela Câmara Municipal de Arouca, dia 27 de Maio.

"Domingo, dia 27 de Maio, será feito o percurso inaugural do PR8 - ´Rota do Ouro Negro´, proposto pela Câmara Municipal de Arouca. Este percurso propõe ao pedestrianista uma viagem ao passado mineiro, em busca do tão cobiçado ´ouro negro. Pelos aspectos geológicos que se encontram ao longo do percurso, que contribuem para a valorização do futuro Geoparque Arouca, a comunidade científica também já demonstrou interesse em conhecer melhor o PR8 – ´Rota do Ouro Negro´.

De Fuste a Rio de Frades, a caminhada passa pelas minas da Pena Amarela, onde se encontram dezenas de bocas de minas que testemunham antigas explorações clandestinas. Muitas vezes vemos e pisam-se filões de quartzo que contêm a mineralização.

Todos aqueles que demandaram a serra sem contrato nem projecto definido na procura do volfrâmio eram conhecidos por “pilhas”. No tempo da dita “Febre do Volfrâmio”, e no que se refere à população arouquense, terão sido mais os que andaram na “pilha” do que aqueles que optaram pela dura profissão de mineiro. No período auge da guerra, os ´pilhas´ aventuraram-se a abrir a picareta a dura rocha na esperança de encontrar o ´ouro negro´ que lhe permitiria fazer uma pequena fortuna (Vilar, 1998).

Mais tarde, em 1953 estas minas foram concessionadas tendo sido obtido o alvará para a chamada Pena Amarela nº 1 e Pena Amarela nº 2. Mais tarde, a falta de escoamento do produto levou, tal como todas as outras minas de volfrâmio em Arouca, ao seu abandono em 1988.

Além de toda a carga histórica e mineira que aqui se respira, o arranjo cénico da paisagem envolvente é também inesquecível. A paisagem é marcada por vales fortemente encaixados onde correm águas límpidas e cristalinas como a ribeira da Cobela e a Ribeira da Pena Amarela, que confluem ali bem perto. A ribeira da Cobela forma até uma queda de água que prende o olhar do pedestrianista.

A concentração será às 8h45, junto à Câmara Municipal de Arouca. O percurso inicia-se junto à Capela de Fuste (Moldes). Deverá levar farnel para o almoço, roupa e calçado confortáveis.

A inscrição neste percurso é obrigatória e pode ser feita de 14 a 23 de Maio, pessoalmente ou pelos telefones: 256 940220 (Câmara Municipal – Otilia Vilar; Cláudia Monteiro) ou 256 943575 (Posto de Turismo).

Fonte do texto e imagem: Câmara Municipal de Arouca