quarta-feira, abril 19, 2006

Inauguração de seis Percursos de interpretação ambiental ao longo do Rio Vouga

Seis percursos de interpretação ambiental - três junto às margens do rio Vouga e os restantes nas de afluentes - vão ser inaugurados a 12, 13 e 14 de Maio. Os trilhos, todos na área dos três concelhos da região de Lafões (Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela), foram criados no âmbito do projecto Waterwaysnet, que pretende valorizar o património do rio Vouga e seus afluentes.

O trabalho está a ser implementado pela Associação de Desenvolvimento Dão, Lafões e Alto Paiva, e custou cerca de 400 mil euros, comparticipado em 70% por fundos comunitários.

Os seis percursos, com um e quatro quilómetros de extensão, vão ter 57 painéis de interpretação, com conteúdos relacionados com a água, os ecossistemas ribeirinhos e a sua conservação, e atravessarão bosques, ribeiras e trilhos antigos. "

Rui Bondoso

Fonte: Jornal de Notícias - 20-4-006

terça-feira, abril 18, 2006

Passeio Pedestre aos Sítios Classificados de Monfurado e Cabrela (Montemor-o-Novo e Évora), dia 29 de Abril

No âmbito do projecto "Sustentabilidades" o Centro de Estudos de Avifauna Ibérica (CEAI) promove no próximo dia 29 de Abril um Passeio Pedestre aos Sítios Classificados de Monfurado e Cabrela, nos concelhos de Montemor-o-Novo e Évora.

A visita pretende dar a conhecer alguns dos habitats e as características da flora e vegetação tão particulares destes locais, que permitiram a sua classificação na Rede Natura 2000.

Mais informações no website do CEAI ou através dos seguintes contactos:
telf. 266 746 102
e-mail: info@ceai.pt

Atenção: dia 20 de Maio existirá nova repetição desta caminhada

Clicar para ampliar


Fonte do texto e cartaz: Centro de Estudos de Avifauna Ibérica (CEAI)

sábado, abril 15, 2006

terça-feira, abril 04, 2006

II Jornadas Técnicas de Pedestrianismo, em Fronteira, de 21 a 23 de Abril de 2006

"A segunda edição das Jornadas Técnicas de Pedestrianismo decorre de 21 a 23 de Abril em Fronteira.

A iniciativa pretende reunir os quadros técnicos da área do Pedestrianismo e do Montanhismo da Escola Nacional de Montanhismo (ENM), dirigentes de clubes federados e, pela primeira vez, técnicos de autarquias e de ONG‘s da região onde se realizam as jornadas.

Esta é uma ocasião única para aprofundar temáticas relacionadas com a actividade de andar a pé, nas suas diversas componentes, através de palestras, debates e workshops, de entre outras iniciativas.

O evento é organizado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (F.C.M.P.) conjuntamente com a Câmara Municipal de Fronteira, e conta com o apoio da Região de Turismo do Norte Alentejano.

A sessão de abertura conta com a presença do presidente da F.C.M.P., Fernando de Oliveira Cipriano, do presidente da Câmara Municipal de Fronteira, Pedro Lancha, de entre outras entidades.



PROGRAMA

Dia 21 (Sexta-Feira)
9h-12h.30h e 14h-18h - Workshop sobre "Pedestrianismo e Marcação de Percursos" para professores do ensino secundário, técnicos das autarquias, turismo, professores e ONG`s dos distritos de Portalegre e Évora.

14h-18h - continuação

21h - Filme.
- Filme.


Dia 22 (Sábado)
(Sábado)

09h - Abertura oficial das Jornadas e inauguração da exposição "A Arte Pedestre".
- Abertura oficial das Jornadas e inauguração da exposição "A Arte Pedestre".

10h - Palestras: I Painel "Implementação PR`s e GR`s".
- Palestras: I Painel "Implementação PR`s e GR`s".

11,30h - Palestras: II Painel "Pedestrianismo no Alto Alentejo".
- Palestras: II Painel "Pedestrianismo no Alto Alentejo".

15h - Palestras: III Painel "Pedestrianismo e Desenvolvimento Sustentável".
- Palestras: III Painel "Pedestrianismo e Desenvolvimento Sustentável".

16h - Debate: Pedestrianismo, Ruralidade e Desenvolvimento Local
- Debate: Pedestrianismo, Ruralidade e Desenvolvimento Local

21h - Filme.
- Filme.


Dia 20 (Domingo)
(Domingo)

09h - Workshop sobre "Aplicações informáticas e de GPS no Pedestrianismo" para técnicos de pedestrianismo e montanhismo da Escola Nacional de Montanhismo (ENM).
- Workshop sobre "Aplicações informáticas e de GPS no Pedestrianismo" para técnicos de pedestrianismo e montanhismo da Escola Nacional de Montanhismo (ENM).

09h - Percurso pedestre para os acompanhantes dos participantes das Jornadas e população em geral (segue-se almoço-convívio)
- Percurso pedestre para os acompanhantes dos participantes das Jornadas e população em geral (segue-se almoço-convívio)

Em caso de dúvidas ou informação complementar contactar:

e-mail: pedestrianismo [arroba] fcmportugal.com
Tel. 218 126 890/1.


Fonte: Jornal Fonte Nova - 3-4-006

domingo, março 26, 2006

Trilho da Peneda - Descrição

Trilho da Peneda (Parque Nacional Peneda-Gerês).

Nome do Percurso: Trilho da Peneda
Entidade que o Implementou:
ADERE - Peneda-Gerês
Âmbito do Percurso: Paisagístico / Ecológico
Ponto de Partida/Chegada:
Igreja da Peneda
Distância Percorrida: 9,5 km
Duração Prevista do Percurso:
~ 5 h.
Grau de Dificuldade:
Médio (alguns desníveis + acentuados)
Desnível Máximo: 430 metros
Cota Máxima Atingida: Portas, 1120 Metros
Cota Minima Atingida: Aldeia da Peneda, 690 Metros


MAPA





DESCRIÇÃO.

Este percurso realiza-se entre dois povoados serranos: a aldeia da Peneda e a Branda que por ela é gerida: Branda da Bouça dos Homens. Esta Branda foi ao longo da sua ancestral existência sempre considerada a Branda mais importante da Serra da Peneda.

Partindo do imponente Santuário da Senhora da Peneda dirigimo-nos ao parque de estacionamento de autocarros. Ascendemos então por um íngreme carreteiro por onde antes passavam os carros de bois barrosões, que ligavam aqueles dois povoados. Cerca de três quilómetros adiante atinge-se o ponto mas alto do percurso, no lugar de Portas (cerca de 1120 m.). Pouco depois atravessa-se uma estrada alcatroada e seguimos por um caminho até à Branda da Bouça dos Homens, que merece uma visita atenta. Deixámos para trás esta Branda e por momentos seguimos uma estrada alcatroada até um antigo caminho (pé-posto) de romeiros devotos à imagem da Senhora da Peneda. Uma ligeira subida de 2 quilómetros até à Penameda, ao que se segue uma pequena descida até a um pequeno lago artificial, conhecido na região como Pântano, localizado no lugar de Chã do Monte. Trata-se de uma represa que servia uma mini-hídrica que até à meados da década de 80 fornecia a energia eléctrica à aldeia da Peneda. A partir daqui, a descida até ao Santuário da Peneda revela-se muito pronunciada. No horizonte destaca-se, do lado esquerdo, a Fraga da Meadinha, reputado local de escalada com dezenas de vias, dos mais variados graus.


PERFIL TOPOGRÁFICO.

P.R. 15 - Trilho dos Miradouros - Descrição

Área de Paisagem Protegida do Corno do Bico - Paredes de Coura

P.R. 15- TRILHO DOS MIRADOUROS.

Nome do Percurso: Trilho dos Miradouros
Entidade que o Implementou:
Município de Paredes de Coura
Tipo de Percurso:
Pequena Rota
Âmbito do Percurso:
Ecológico / Paisagístico
Ponto de Partida: Miradouro Monte de Vascões

Distância Percorrida: 12 km
Duração Prevista do Percurso:
~5 h 30 m
Grau de Dificuldade:
Fácil
C
ota Máxima Atingida: Corno do Bico, 883 metros
C
ota Mínima Atingida: E.N. 306 (km 6), 578 metros
Desnível Máximo: 305 metros


MAPA



MIRADOUROS:
(1) Monte de Vascões

(2) Coutos
(3) Corno do Bico
(4) Riomao
(5) Penedo do Rebolinho




DESCRIÇÃO.

Partimos do pequeno cabeço sobranceiro à freguesia de Vascões, onde se encontra o primeiro miradouro, situado a 612 metros de altitude no lugar de Chão Longo.
Aqui, podemos observar uma bela panorâmica sobre os campos de cultivo, em socalco, ora bordeados por vegetação, ora limitados por muros de pedra solta. Deste miradouro, destacam-se as vastas pastagens da Colónia Agrícola de Chã de Lamas, constituída durante o período do Estado Novo. Daqui, seguimos um caminho em terra que desemboca numa estrada pavimentada que, por sua vez, sairá na estrada nacional 303. Depois de atravessarmos a estrada, continuamos o caminho que, passados alguns metros, bifurca.
Então, seguiremos o da esquerda que nos levará ao segundo miradouro. Situado no lugar de Coutos, a cerca de 600 metros de altitude, permite-nos ter uma panorâmica sobre o vale do Rio Coura e constatar como este foi moldando e desenhando a paisagem através do seu serpenteante trajecto.
Continuando, embrenhamo-nos completamente no coração da Área Protegida e, pouco a pouco, vamos tomando altitude, até alcançarmos o cume deste percurso. Aqui se localiza o terceiro miradouro – Corno de Bico - o ponto mais elevado desta área e do concelho. A 883 metros de altitude podemos apreciar uma majestosa paisagem que se abre, quer para o Vale do Rio Coura, quer para os Vales dos Rios Vez e Lima.
Na paisagem destaca-se, para leste, a sequência de cumes das Serras da Peneda e do Soajo, para oeste o cume aplanado da Serra d’Arga e ao longe, para sul, o Bom Jesus de Braga e ainda, para norte, as montanhas da Galiza.
Daqui, descemos por entre a penedia até ao quarto miradouro, em Riomao, a 802 metros de altitude. Podemos apreciar uma panorâmica de elevada beleza sobre a encosta norte da Serra do Corno de Bico e sobre o Vale do Rio de Cavaleiros.
Gradualmente, vamos descendo por esta estrada florestal, que, verdadeiramente, constitui e assume-se como uma via panorâmica. Passados cerca de mil e quinhentos metros, viramos à esquerda e subimos até ao quinto miradouro, localizado no Penedo do Rebolinho, a 735 metros de altitude.
Este penedo apresenta-se em forma de bola que parece precipitar-se a qualquer momento. Do alto deste monte, podemos observar uma fantástica vista sobre a freguesia de Castanheira, o monte da Travanca e a Vila de Paredes de Coura.
Depois desta última paragem, seguimos caminho desembocando novamente no estradão que nos conduzirá até à estrada alcatroada, onde finaliza este percurso pelos cumes da Paisagem Protegida do Corno de Bico.



PERFIL TOPOGRÁFICO.





LOCALIZAÇÃO





Fontes (Imagens e Texto) : Câmara Municipal de Paredes de Coura

P.R. 7 - Percurso de S. Bento - Descrição

P.R. 7 - Trilho de São Bento (Gerês - Terras do Bouro).

Nome do Percurso: Trilho de São Bento
Entidade que o Implementou:
Município de Terras do Bouro
Tipo de Percurso:
Pequena Rota
Âmbito do Percurso:
Histórico / Paisagístico / Ecológico
Ponto de Partida/Chegada:
Parque do Santuário de S. Bento de Porta Aberta
Distância Percorrida: 10,5 km
Duração Prevista do Percurso:
~ 5 h. 30 m
Grau de Dificuldade:
Médio (alguns desníveis + acentuados)
Desnível Máximo: 429 metros
Cota Máxima Atingida: Fojo do Lobo, 653 Metros
Cota Minima Atingida: Rio Caldo, 224 Metros


MAPA

     

DESCRIÇÃO.

O percurso tem início junto ao parque do Santuário do S. Bento de Porta Aberta (lugar de Seara - freguesia de Rio Caldo), e estende-se ao longo das áreas de floresta e matos da encosta nordeste e sudoeste do vale do Rio Caldo.

O seu traçado caracteriza-se por curiosos locais de interesse histórico-cultural. Os principais atractivos deste trilho são:

  • os antigos fornos de fabrico de carvão, denominados de furnas,
  • o fojo do lobo - locais de captura do animal,
  • as rochas graníticas com as pegadas de Santa Eufémia, representando vestígios que remetem às tradições e mitologias da freguesia de Rio Caldo.
  • o santuário de São Bento de Porta Aberta

O fojo do lobo e a furna são estruturas que demonstram e confirmam a relação de coexistência vivencial, com benefícios e malefícios, entre o homem e determinados animais, inclusive o urso e o lobo.

A nível da fauna poderão ser avistados o esquilo, o chapim-real a toutinegra, várias espécies de lagartixas, o tentilhão, a raposa e a fuinha. Em zonas mais abertas, poderá ser encontrada a cobra-rateira, pequenas aves, como a cia, o pisco-de-peito-ruivo, o melro, a alvéola-branca e o cartaxo. Outros animais de maior porte como o lobo e aves de rapina (como a águia-de-asa-redonda) eram outrora comuns nesta área. Nos cursos de água destacam-se a truta, a lontra, o melro-de-água e a rã-ibérica.

A nível da flora predomina uma vegetação frondosa, constituída por espécies folhosas: o carvalho, o salgueiro e algumas espécies resinosas, como o pinheiro-bravo.
O variado estrato vegetativo revela-se de um modo notável, sobressaindo a hera, o morangueiro bravo, a pimpinela, o cravo-do-monte, a dedaleira, entre outras. No seguimento do trilho, a paisagem modifica-se, surgindo uma zona com pinhal-bravo, ladeado por algumas infestantes. Nas espécies herbáceas são observadas com particularidade a ervilha-brava e a tripa-de-ovelha. Junto ao Rio Caldo, com mais precisão na ponte da Seara, impera uma vegetação ribeirinha constituída por freixo, salgueiro, amieiro e vidoeiro.

O percurso caracteriza-se pela existência de encostas relativamente inclinadas, linhas de água apertadas, e de proeminentes recursos hídricos superficiais e subterrâneos.


PERFIL TOPOGRÁFICO.













Fontes (Imagens e Texto [adaptado]) : Câmara Municipal de Terras do Bouro

P.R. 13 - Percurso Alto dos Morrões. - Descrição

P.R. 13 - PERCURSO ALTO DE MORRÕES - PAREDES DE COURA

Nome do Percurso: Trilho Alto Dos Morrões
Entidade que o Implementou:
Município de Paredes de Coura
Tipo De Percurso:
Pequena Rota
Âmbito do Percurso:
Ecológico
Ponto de Partida:
Giesteira - Vascões
Distância Percorrida: 4,5 Km
Duração do Percurso:
2 h 30 m
Grau de Dificuldade:
Muito Fácil
C
ota Máxima Atingida: Alto dos Morrões 675 metros
Cota Miníma Atingida: 579 metros
Desnível: 96 metros


MAPA


DESCRIÇÃO
Partin
do da pequena ermida da Giesteira, iniciamos o percurso pelo caminho que se abre por entre campos murados que, pouco a pouco, vão dando lugar a bouças e campos abandonados cuja vegetação autóctone proliferou de forma espontânea, para nos embrenharmos por completo no extenso carvalhal da Paisagem Protegida. Este bosque de folhosas constitui um óptimo habitat para inúmeras espécies da flora e do reino animal. Aqui, deveremos parar por um pouco para nos instruirmos com a sabedoria da mãe natureza.
Esta floresta, antes classificada como Mata Nacional, resultou daplantação levada a cabo no período do Estado Novo, pela Junta de Colonização Interna, no seu polémico Plano Florestal a Norte do Tejo. As espécies arbóreas resultam desta plantação ou da regeneração, destacando-se o carvalho (Quercus robur), o vidoeiro (Betula alba), o castanheiro (Castanea sativa), a faia (Fagus sylvatica), o pilriteiro (Crataegus monogyna), o azevinho (Ilex aquifolium), entre muitas outras.
Em tão rico e diversificado habitat, são inúmeros os animais que aqui encontram abrigo e alimento, destacando-se o lobo ibérico (Canis lúpus signatus), o corço (Capreolus capreolus), o esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), a toupeira-de-água (Gallemis pirennaicus), a águia de asa redonda (Buteo buteo). Para além das espécies do reino animal e do reino vegetal, também são de destacar, quer pela sua ampla variedade, quer pelo seu interesse gastronómico, as inúmeras
variedades do reino dos fungos, conhecidas vulgarmente por cogumelos.
Depois de uma obrigatória, mas apreciada e atenta paragem, continuamos caminho pelo estradão florestal até chegar a uma casa florestal abandonada, no lugar da Atalaia. Seguimos um caminho em terra por entre um bosque de cedros de Oregon, que nos conduzirá ao pitoresco e bucólico lugar de Túmio. Aqui podemos observar alguns exemplos da arquitectura popular, desde os simples espigueiros às típicas casas das comunidades de montanha do território de Coura.
Igualmente, fazem parte deste património construído os campos de cultivo, trabalhados em socalcos, regados por água acumulada em “poças” e conduzida por levadas em terra, rodeados por escultóricos muros de pedra solta, bordejados por azevinho.
Passado algum tempo alcançamos o local onde teve início este pequeno passeio pelo território do Corno de Bico, que possui um elevado interesse, não só pela sua biodiversidade, como também pelos jogos de luz e cores da paisagem envolvente.



PERFIL TOPOGRÁFICO





LOCALIZAÇÃO



Fontes (Imagens e Texto) : Câmara Municipal de Paredes de Coura

P.R. 7 - Percurso Megalítico de Vascões - Descrição

P.R. 7 - PERCURSO MEGALÍTICO DE VASCÕES - PAREDES DE COURA

Nome do Percurso: Trilho Megalítico de Vascões
Entidade que o Implementou:
Município de Paredes de Coura
Tipo de Percurso:
Pequena Rota
Âmbito do Percurso:
Histórico / Paisagístico
Ponto de Partida:
Igreja, Vascões
Distância Percorrida: 7,5 km
Duração do Percurso:
3 h 30 m
Grau de Dificuldade:
Fácil
C
ota Máxima Atingida: Colónia Agricola de Chã de Lamas, 583 Metros
Cota Miníma Atingida: Chã de Ferros, 446 Metros
Desnível: 137 metros


MAPA



DESCRIÇÃO.

Partindo da igreja de Vascões, viramos à esquerda e seguimos cerca de duzentos e cinquenta metros pela estrada asfaltada, percorrendo o interior dos pitorescos lugares de Belide e Aldeia. Pouco depois viramos à direita por um caminho de terra que serve os campos de cultivo daqueles lugares. Desde aqui, podemos apreciar uma bucólica paisagem sobre as verdes pastagens da aldeia de montanha de Bico.
À medida que caminhamos, vamo-nos embrenhando em antigos campos de cultivo, hoje abandonados, que deram origem às denominadas “bouças” e onde proliferam várias espécies da vegetação autóctone, tais como o carvalho-alvarinho (Quercus robur), a gilbardeira (Ruscus aculeatus), o azevinho (Ilex aquifolium), entre outras de elevado valor.
Uma vez chegados às alminhas da Chã dos Ferros, que constituem elementos de uma tradição religiosa enraizada na superstição local, característica dos povos do Alto Minho, viramos à direita, seguindo pelo caminho em terra que nos conduzirá até ao lugar de “Porto Velho”, onde encontramos uma casa abandonada e um moinho junto da Ribeira de Reiriz.
Passado o lugar de Porto Velho, viramos à direita em direcção à Colónia Agrícola de Chã de Lamas, que resultou do arroteamento de solos florestais para aproveitamento agrícola na década de 40, durante o período do Estado Novo. Nestas vastas pastagens, podemos observar pequenos montículos que se destacam na paisagem. Estes montículos constituem lugares de enterramento fúnebre denominados por mamoas. Estas, são túmulos de terra que cobrem uma câmara funerária formada por várias lajes – sendo o seu conjunto conhecido por Núcleo Megalítico de Chã de Lamas.
Após a merecida visita, continuamos caminho pela estrada florestal, que permite, durante o seu itinerário, observar pinhais, campos de cultivo e amplas pastagens. Chegados à ribeira, viramos à direita seguindo sempre junto à mesma para podermos observar, com algum detalhe, a flora ripícola. O caminho desemboca na estrada asfaltada, que percorremos para, passados alguns metros, virarmos à direita por um caminho em terra batida que nos conduzirá ao lugar de Senra.
Aqui, podemos visitar a Igreja de Vascões para, pouco depois, voltarmos ao local onde teve início este percurso pelo período megalítico de Terras de Coyra.


PERFIL TOPOGRÁFICO.



LOCALIZAÇÃO




Fontes (Imagens e Texto) : Câmara Municipal de Paredes de Coura

Sinalização de Percursos Pedestres "Pequena Rota" (PR) e de Grande Rota" (GR)

Pedestrianismo - Bibliografia

em elaboração...

Pedestrianismo - Parque Peneda-Gerês


Parque Nacional da Peneda-Gerês (clique p/ ampliar)

Fonte do Mapa

em elaboração...