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terça-feira, maio 26, 2009

Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés e a ilha das Flores (Açores) são Reserva Mundial da Bioesfera , da UNESCO


O Parque Transfronteiriço de Gerês/Xurés foi criado em 1997 entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação e conservação dos valores naturais de ambos os parques».

A candidatura foi entregue em Abril de 2008, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, pelos Governos de Portugal e de Espanha.

O anúncio da candidatura foi feito em Fevereiro de 2008 durante a Cimeira Ibérica de Braga, ocasião em que, em declarações à Agência Lusa, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, revelou que o tema estava na agenda da Cimeira Ibérica, adiantando que o trabalho preparatório estava a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro.

A comissão englobou técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturais e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.

Nunes Correia assinalou que a candidatura aproveitava, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal, e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.

E frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.

O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento como sendo de 'Ambiente Natural' e 'Reserva' ou 'Protecção Especial', na linha da fronteira.

Promove projectos e acções conjuntas de cooperação e intercâmbio de técnicos, populações rurais e escolares dos dois territórios, bem como o uso público e o turismo ecológico com oferta comum das infra-estruturas existentes em ambos os parques, apresentando ao visitante uma visão global do espaço protegido.

As duas estruturas fomentam, nas áreas declaradas como protegidas, políticas de desenvolvimento social, económico e cultural que desenvolvam e preservem os valores pratimoniais respectivos.

Para além da candidatura luso-espanhola à UNESCO, o município de Terras de Bouro, em parceria com municípios galegos, vai apresentar uma candidatura da antiga estrada romana, a Geira, a património europeu, logo que a União Europeia (EU) institua o galardão.

Este projecto conta com a cooperação das universidades do Minho e de Santiago de Compostela, os municípios de Amares e Lugo (Galiza) e os Parques Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês Baixo Límia.

A Geira, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), na Galiza, atravessava o concelho de Terras de Bouro em 30 quilómetros, depois de passagens por Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares e Vieira do Minho.



Quanto à ilha das Flores, distinguida também pela UNESCO como reserva mundial da bioesfera, situa-se no Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores, sendo considerada como o ponto mais ocidental da Europa (fora do Continente Europeu).

Ocupa uma área de 141,7 km2, na sua maior parte constituída por terreno montanhoso, caracterizado por ravinas e falésias.

A ilha das Flores é considerada uma das mais belas dos Açores, cobrindo-se no Verão de milhares de hortênsias de cor azul, que dividem os campos ao longo das estradas, nas margens das ribeiras e lagoas.

Fonte: jornal Sol - 26-05-009

quarta-feira, abril 22, 2009

Geoparque de Arouca reconhecido pela UNESCO como Património Geológico da Humanidade


O Geoparque de Arouca integra desde hoje a Rede Europeia de Geoparques que, sob a tutela da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reúne todos os territórios considerados património geológico da Humanidade.

Inaugurado a 5 de Dezembro de 2007, o Geoparque de Arouca envolve uma área de 327 quilómetros quadrados e abrange um total de 41 geo-sítios - termo técnico para os "sítios com interesse geológico" que, segundo a UNESCO, têm "particular importância pelo seu carácter científico, raridade, encanto estético ou valor educacional".

No património de Arouca destacam-se as pistas fósseis dos quartzitos do vale do Paiva, e, sobretudo, duas ocorrências geológicas apontadas pelos especialistas como únicas no mundo: as trilobites e as pedras parideiras.

Em causa está "um território de excepção", como observa o paleontólogo Artur Sá, coordenador científico do Geoparque de Arouca e docente do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

"Com a integração na Rede Europeia de Geoparques", refere o paleontólogo, "Arouca passa a ter um selo de garantia da UNESCO, uma prova de que reconhecem internacionalmente as qualidades do nosso território e das nossas valências".

O funcionamento em rede deverá agora "permitir o desenvolvimento de conhecimentos científicos e educativos que promovam, para além das fronteiras de cada país, os territórios de excepção que há na Europa e no mundo".

Artur Sá acredita, aliás, que a adesão do Geoparque de Arouca à Rede Global de Geoparques depende agora "de um mero pro forma".

O principal já foi feito. "Tivemos muito trabalho a nível da inventariação do território e do levantamento das suas ocorrências geológicas, mas o projecto contou desde a primeira hora com o apoio das pessoas que estão no terreno e das forças políticas do concelho de Arouca".

Esse envolvimento deve-se ao facto de que "em causa não está um parque nacional nem um parque natural, mas um território que coincide com todo o município de Arouca e que é feito por pessoas, para as pessoas".

Os geoparques da rede da UNESCO têm, afinal, que obedecer a uma estratégia de desenvolvimento sustentável que justifica que o seu património geológico funcione "como uma base agregadora das sinergias da região".

"Geologia, gastronomia, cultura, indústria - tudo cabe no geoparque", afirma Artur Sá. "Queremos um despertar pleno desta região para as pessoas que nos visitam".

A integração do Geoparque de Arouca na rede da UNESCO já foi aprovada há algumas semanas, mas a escolha do dia 22 de Abril para divulgação do facto "não foi ao acaso". Segundo o coordenador científico do projecto, "esta fica a ser a data oficial da integração, para coincidir com o Dia Mundial da Terra e o Dia Nacional do Património Geológico".

O Geoparque de Arouca torna-se assim, acrescenta o paleontólogo, "a 34.ª estrela no mapa da Rede Europeia de Geoparques".

O processo foi iniciado em Agosto de 2008 e a avaliação do território pelos peritos da UNESCO foi feita em Fevereiro de 2009.

O Geoparque de Arouca é o segundo projecto do género em Portugal, a seguir ao Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que também integra a rede da UNESCO, desde Julho de 2006.

Fonte: jornal Público -22-04-009

domingo, agosto 19, 2007

Vias Romanas do Noroeste português serão candidatas a Património Universal da Humanidade, da UNESCO.


"A Câmara Municipal de Terras de Bouro está a lançar os alicerces para apresentar a candidatura das Vias Romanas a Património Mundial da Humanidade. O projecto ainda não está completo e, por sugestão da próprio UNESCO, deve ser alargado aos concelhos portugueses e espanhóis por onde passam as também conhecidas como Vias Atlânticas e cujo destaque é a Geira Romana. O presidente da Câmara de Terras de Bouro, António Afonso, recorda que «já foram feitas a limpeza, a recuperação e instalada a sinalética, foram editados roteiros e vídeos e criados o Museu da Geira e a Galeria dos Miliários».

Recorde-se que recentemente o município de Terras de Bouro foi contemplado com a atribuição do prémio de turismo, na área do ambiente, pela candidatura do projecto "A Geira na Serra do Gerês". O autarca reconhece que «é muito difícil apresentar uma candidatura a património da Humanidade porque os critérios são muito rigorosos», mas revelou que «há uma equipa em permanente diálogo com a UNESCO para que todos os passos possam ser bem dados».

Em cima da mesa está também a possibilidade de pedir o alargamento da área já existente como património da Humanidade, as ruínas auríferas "Las Medullas", de modo a o incluir o traçado romano que liga Braga a Astorga, na Galiza. António Afonso reforça a ideia de que a recente distinção é o «reconhecimento dos projectos que a autarquia tem concebido em prol da preservação ambiental e patrimonial com o objectivo do desenvolvimento local em termos de sustentabilidade do território». O autarca lamenta, no entanto, que «muitos dos projectos não sejam aprovados do ponto de vista financeiro, o que torna impossível ou muito morosos a concretização de alguns projectos».

Via sinalizada em Vila Verde
A Via XIX, itinerário de Antonino entre Bracara Augusta (Braga) e Lucus Augusti (Lugo) vai contar com sinalética nova que depois de pronta irá permitir o início de visitas até ao final do ano da via romana. Depois da fase de descoberta e definição do traçado, cumpre-se ainda a fase de limpeza, em alguns municípios, e aguarda-se a instalação da sinalética, concepção de materiais promocionais e início das visitas. «A maioria dos parceiros já recuperou e limpou a via, faltando apenas a alguns concluir esse processo», avança Adélia Santos, arqueóloga e responsável pelo Gabinete de História de Arqueologia da Câmara Municipal de Vila Verde. Em Vila Verde a limpeza está concluída. «Logo que os restantes parceiros concluam o processo, o que deve acontecer em breve, inicia-se a fase de abertura do concurso público para instalação da sinalética»."

Pedro Antunes Pereira


Fonte: Jornal de Notícias - 19-08-007

terça-feira, maio 15, 2007

Dez mil portugueses participaram na Marcha contra a Fome


"Cerca de dez mil pessoas participaram hoje na Marcha Alimentar Contra a Fome, em quatro cidades portuguesas (Lisboa, Porto, Coimbra e Angra do Heroísmo), com as verbas angariadas na iniciativa a reverterem a favor de um programa alimentar nas escolas da Tanzânia.

Integrada no Programa Alimentar das Nações Unidas, a campanha de solidariedade é organizada pela empresa TNT e envolve mais de 400 cidades em 100 países de todo o mundo.

«Hoje há mais de um milhão de pessoas a caminhar em todo o mundo para dizer não à fome», disse o organizador da iniciativa em Portugal, Fernando Melo, que participou na marcha em Lisboa, onde a iniciativa reuniu cerca de cinco mil pessoas.

Com uma contribuição de dez euros por pessoa, Portugal deverá angariar «mais de cem mil euros», acima dos 65 mil euros conseguidos em 2006, quando marcharam 7500 pessoas em todo o país."

Fonte: Diário Digital/Lusa -13-5-007