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quarta-feira, julho 25, 2007

Ecopista do Sabor, em Moncorvo, com ampla utilização. Ampliação da ecopista até ao Pocinho em perspectiva.

"Numa altura em que em Trás-os-Montes e Alto Douro algumas autarquias se mostram interessadas na transformação de troços de linhas férreas abandonadas em eco vias, a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo não dá por mal empregue o investimento de 500 mil euros já feito na criação da ecopista do Sabor - a primeira no distrito de Bragança.

A funcionar pelo segundo ano consecutivo, esta estrutura, que segue o trilho da antiga linha-férrea do Sabor, entre a vila de Moncorvo e a aldeia do Carvalhal, é já utilizada por milhares de pessoas. "A maior parte são do concelho, mas já vem muita gente de fora", salienta o autarca, Aires Ferreira. Embora não tenha números oficiais relativos aos utilizadores, não dúvida da mais-valia turística que a ecopista representa para o Município.

Com uma extensão de oito quilómetros, a pista em terra batida contorna o sopé da imponente Serra do Reboredo, que guarda as costas à vila transmontana. O percurso inicia-se junto à sua antiga estação, e, a pé ou em bicicleta, vence-se a suave subida que nos leva ao Larinho. Pelo meio há pequenas zonas de repouso com bebedouros.

A antiga estação do Larinho foi transformada numa atraente cafetaria, que oferece ao utilizador da pista um espaço de repouso, quiçá para repor energias e beber ou comer alguma coisa. Ao lado, a câmara construiu sanitários públicos. É só mais uma tirada antes de chegar ao fim, no Carvalhal. Os mais afoitos sempre podem fazer meia-volta-volver e regressar a Moncorvo pela mesma via, agora a descer.

Com o aumento da consciência dos benefícios do exercício físico e o maior número de participantes em caminhadas, a autarquia de Moncorvo deseja alargar a extensão da ecopista numa primeira fase até a freguesia de Carviçais, onde se realiza anualmente o festival de música, e num segundo momento estendê-la até ao Pocinho, junto ao rio Douro. As obras deverão ser candidatadas ao novo quadro de fundos comunitários. Mesmo assim, Aires Ferreira considera que o ideal seria ter uma via verde ao longo de toda a antiga linha do Sabor, com fim em Miranda do Douro."

Eduardo Pinto

Fonte: Jornal de Notícias -25-07-007





breve aparte: esta notícia fez-me lembrar uma ida ao Festival de Carviçais em Agosto de 2001. Levamos as bicicletas no carro e uma tarde resolvemos ir de bicla do festival até Moncorvo. Já no regresso, numa descida, velocidade a mais e a minha bicla sai da estrada, bate numa rocha e parte uns 5 ou 6 raios da roda da frente. Tive de suar bem as estopinhas para chegar de novo a Carviçais com a dita roda feita num (dez)oito (faltou haver carro de apoio!) e com um calor brutal. Mas ainda cheguei a horas de ver os Young Gods!

Ecopista / Ciclovia Guimarães - Fafe prevê ampliação futura.


"Quem já experimentou não tem dúvidas os cerca de 14 quilómetros entre as cidades de Guimarães e Fafe, através da pista de cicloturismo, fazem-se "na boa". Sem necessidade de grande pedalada. O percurso convida a passeios mais introspectivos ou a sprints mais competitivos. A maioria dos utilizadores opta por usar a bicicleta, mas há quem se faça à pista a pé, para passeatas demoradas.

Num caso como no outro, a experiência serve para tirar partido do percurso plano (excepção a cinco quilómetros no sentido Fafe-Guimarães, de ligeira subida) e da paisagem que faz lembrar aos mais incautos que estão no Minho - mais do lado de Fafe, diga-se, com o corredor que rasga campos e vinhas.

A ciclovia resulta da transformação da linha férrea que ligou, durante décadas, as duas cidades. Quando os comboios deixaram de circular e a vegetação começou a invadir a via, as câmaras de Guimarães e de Fafe decidiram converter o corredor numa pista. Corria o ano de 1996.

Desenhado entre vales e serras, o corredor oferece uma boa alternativa para todos os que gostam de desporto e natureza. No trajecto, o viandante pode reparar nos sinais que ainda restam da antiga linha, como a velha estação de Paçô Vieira (Guimarães), com o seu depósito de água e a estação de Fareja, agora convertida em bar que serve bebidas que prometem dar asas aos ciclistas. E tirar partido da tranquilidade.

Do lado de Guimarães, a principal entrada é em Aldão (à face da EN 206). No local, não há propriamente um parque de estacionamento à espera, na medida em que o terreno não está preparado para esse fim, mas um espaço que serve para deixar os automóveis. Pelo caminho, não abundam os pontos de água, mas valem as fontes tradicionais pertencentes a propriedades agrícolas situadas junto à via. Poderá usá-las, desde que o faça com parcimónia.

Quando funcionava, a via-férrea seguia por Mesão Frio, onde existia uma passagem de nível sobre a estrada, e depois pela encosta da Penha, até à estação central de Guimarães (agora adaptada a loja Ponto Já, do Instituto Português da Juventude). A pista é parte de um plano mais amplo do Município que prevê, numa segunda fase, a sua ligação à Cidade Desportiva - passando, portanto, pelo centro da cidade de Guimarães -, e numa fase posterior, à localidade de Silvares.

Joaquim Forte

Fonte: Jornal de Notícias -22-07-007